19 de jul de 2008

sou um bebê


Já falei isso para algumas pessoas. Sou um bebê. Engatinhando. Ainda tenho um mundo inteiro pela frente, ainda tenho que aprender a ficar em pé sozinha, depois vou começar a andar, correr... Ainda é muito pouco o que sei. E vai continuar sendo pouco, daqui a 20 anos.

É assim que me sinto com o yoga: um bebê. E adoro isso! É maravilhoso poder olhar pra frente e ver um caminho imenso que ainda tenho que percorrer. Porque a vontade que tenho de percorrê-lo é enorme. E porque mesmo quando tiver 80 anos, e assim 60 anos de prática de yoga, talvez já tenha deixado de ser um bebê, mas não serei mais que uma criança, em plena fase de aprendizado. Para alguns talvez isso seja desanimador, nos dias de imediatismo em que vivemos. Mas eu acredito que quando deixamos de aprender, perdemos nossa razão de existir. Estamos sempre aprendendo, em todas as áreas da vida, mesmo que isso não seja consciente. No caso do yoga, é totalmente consciente. É um mundo extremamente antigo e misterioso que vamos descobrindo aos poucos, e acredito serem poucos na historia da humanidade os que chegaram a um ponto onde já se soubesse quase tudo.

Sou um bebê porque ainda sei muito pouco, e ainda tenho a vida inteira para aprender. Uma vez falei isso para uma amiga e ela disse: Bom, então se vc que é professora, pratica frequentemente e faz os ásanas que vc faz, é um bebê engatinhando, o que eu sou? Respondi: um bebê que ainda não aprendeu a engatinhar. A resposta veio rapida, e só depois parei pra pensar nela. Mas é verdade. Algo eu já aprendi. Mas a minha distancia da idade adulta é praticamente a mesma que a dela. A única diferença é que já aprendi algo antes, e por isso posso ensiná-la.

Namastê!




Um comentário:

Fernanda R. Lima disse...

Oi Mariana! Nossa adorei esse seu texto! Me sinto assim também... não sou professora (começo curso de formação ano que vem)e mesmo quando eu já tiver me formado vou continuar achando que sei muito pouco... mas é o que somos mesmo não? Eternos aprendizes! E no Yoga todo dia é um novo aprendizado, um novo olhar sobre o mesmo tema.
Namastê!