11 de ago de 2009

As glândulas e as emoções - Parte 1

Por Luiz Turisco


Todos nós expressamos nossas emoções fazendo referência ao corpo. Quando estamos tristes, dizemos: “Estou com um nó na garganta!”, quando sentimos medo: “Sinto um frio na barriga”, com raiva: “Meu sangue está fervendo!”, desapontados: “Meu coração está partido!”.
Dr. Harold Streitfield

Essa interdependência sutil entre a mente e o corpo é intermediada pelas glândulas endócrinas, que regem a sinfonia complexa do corpo, lançando a química hormonal na corrente sanguínea. Esses hormônios têm um intenso efeito, não só nas principais funções do corpo como o crescimento, a digestão, a queima de energia, a temperatura do corpo, a sexualidade, etc. como também na mente.
A produção de hormônios tem de fato, um profundo efeito no estado de espírito, no temperamento e na eficiência mental. As situações de hiper ou hiposecreção (acima ou abaixo do normal) das glândulas podem causar distúrbios emocionais e mentais que abalam a saúde e a paz de espírito. A hipersecreção da tiroxina, pela tireóide, por exemplo, torna a pessoa nervosa e irritadiça. As mulheres demonstram acentuado otimismo e maior autoconfiança no período de ovulação, quando o estrogênio e a progesterona alcançam elevado índice de produção, mas se tornam extremamente ansiosas ou hostis quando os níveis desses hormônios caem, durante os períodos pré-menstrual e menstrual.



O ESTRESSE E AS GLÂNDULAS SUPRA-RENAIS

Os efeitos, no corpo e na mente, das sensações estressantes estão sendo agora estudados cuidadosamente pelos cientistas, tendo em conta que cada vez mais pessoas, em todo o mundo, adoecem devido ao estresse. Numa situação de estresse, as glândulas supra-renais automaticamente segregam adrenalina e a cortisona, hormônios que ativam todos os órgãos do corpo, preparando-o para situações extremas: lutar ou fugir. Essa resposta instintiva é um legado de nossos antepassados primitivos. Quando nossos ancestrais tinham que enfrentar situações de perigo, eles reagiam com intenso esforço físico até solucionar o confronto, fosse fugindo rapidamente dos predadores, fosse liquidando o inimigo. Mas atualmente os seres humanos não podem correr para longe dos inimigos nem tão pouco podem combatê-lo fisicamente, sujeitando-se a um constante e árduo estresse, ao qual não podem responder com atividade física.
O funcionário que frequentemente é cobrado por seus superiores hierárquicos, o estudante que sofre tremenda pressão de trabalhos e provas, a dona de casa atormentada com os afazeres do dia a dia, todos acumulam intensa pressão interna. Certas emoções, como a raiva, emitem ondas conflitantes para o sistema nervoso, tornando os músculos tensos, a respiração irregular e os punhos cerrados. A pressão sanguínea aumenta, o coração fica acelerado e a digestão se torna mais difícil. E mesmo que a pessoa esteja preparada para reagir com força e vigor, ela não poderá dissipar essa tensão fazendo esforço físico dando pancadas na cabeça do agressor ou fugir, então, essa tensão é normalmente acumulada internamente. As glândulas supra-renais super estimuladas mantêm o corpo e a mente num contínuo estado de alerta e tensão interna e, como resultado, ocorrem estados de melancolia, depressão, neurose e ansiedade, atingindo inclusive os estudantes. Esse estresse prolongado enfraquece o sistema imunológico, diminuindo a resistência às infecções, e frequentemente acarreta vários distúrbios, como a hipertensão, as doenças cardíacas, os problemas intestinais, a úlcera estomacal, a asma, a enxaqueca, a artrite e até mesmo o câncer. Foi constatado que os remédios controladores da tensão têm efeitos colaterais perigosos. Para aliviar o desgaste da tensão interna, precisamos aprender a relaxar.

2 comentários:

kika disse...

Mari, estou amando estes textos, quero fazer o proximo aulão!
Sou sua fã, querida!

Mariana Akamine Bergamasco disse...

Kiki querida!

Os aulões estão parados por um tempo (por falta de fins de semana disponíveis), mas qdo eu fizer com certeza te aviso!

Muitas saudades!