14 de ago de 2009

As Glândulas e as emoções - parte 2

CHAKRA

GLÂNDULAS

LOCALIZAÇÃO

N° DE PÉTALAS

Muládhara

Gônadas (ovários ou testículos)

Base da coluna

4

Swadhistana

Gônadas (ovários ou testículos)

Raiz do pênis ou entre os ovários

6

Manipura

Supra-renais e pâncreas

Umbigo

10

Anáhata

Timo

Centro do tórax

12

Vishuddha

Tireóide e paratireóide

Centro da garganta

16

Ajiná

Pituitária

Entre as sobrancelhas

2

Sahasrára

Pineal

Topo da cabeça

1000*

*1000 pétalas referentes aos quatro chakras superiores.

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por Luiz Turisco
.
Segundo os yoguis tântricos, essas 50 pétalas são vórtices de energia psíquica denominada vrttis (aquilo que gira).
Cada um deles foram codificados e sistematizados séculos antes de Cristo, na Índia, por um mestre chamado Ashtavakra, que nasceu deformado (ashta = oito, vakra = dobras).
Quando um vrtti é ativado, é como se fosse uma mola solta fora do lugar e o chakra se torna desequilibrado. Esse desequilíbrio estimula ou inibe a secreção da glândula endócrina, causando uma super ou uma sub-secreção de hormônios, ativando uma determinada resposta emocional e física. Essa descoberta dos mestres guarda a chave de muitos mistérios sobre a ligação entre psique e soma. “Qual é o misterioso mecanismo pelo qual a Fé cura e o ódio adoece?”. Talvez as tradições espirituais do oriente ajudem à ciência ocidental a emergir desse seu paradigma mecanicista.
Por exemplo, o vrtti da falta de autoconfiança, no segundo chakra, for super estimulado, a pessoa desenvolverá complexo de inferioridade. O vrtti do ódio, no terceiro chakra, for super estimulado, a pessoa se sentirá cheia de hostilidade.
O nosso equilíbrio emocional depende não somente de uma regulada secreção das glândulas endócrinas, mas também da harmonia vibracional dos chakras, que são a fonte de todas as expressões psíquicas. Quando o fluxo vibratório dos subvótices fica distorcido, ocorre desequilíbrio endócrino e distúrbio emocional. Quando as freqüências do chakra estão em equilíbrio, seu formato e sua cor são claros e vibrantes.
Desse modo distúrbios mentais e complexos emocionais podem ser erradicados pela raiz, e permanentemente curados. A solução está em nossas mãos.


ÁSANAS – POSTURAS DE YOGA

Essa inter-relação foi detectada há muito tempo pelos yoguis, que desenvolveram um sistema de exercícios que exercem pressão sobre as diversas glândulas endócrinas. Há milhares de anos, nas antigas florestas da Índia e da China, os yoguis dedicaram suas vidas ao estudo do domínio do corpo e da mente. Eles observaram cuidadosamente o modo de vida dos animais que viviam em seu ambiente – como eles descansavam e como se curavam instintivamente. Ao experimentarem as diferentes posturas dos animais, esses yoguis perceberam o efeito sutil de tais movimentos em seus órgãos e glândulas. Após milhares de anos de experiência, essas posturas foram aprimoradas e passaram a constituir um sistema cientifico composto por milhares de exercícios chamados ásanas. Os nomes dos ásanas são significativos e ilustram o princípio da evolução. Algumas são denominadas de acordo com a vegetação, como a árvore (vrksha) e o lótus (padma), algumas de acordo com nomes de insetos como o gafanhoto (salabha), de animais aquáticos como o peixe (matsya), aves como o pavão (mayura), quadrúpedes como o cão (svana), não esquecendo nem mesmo das criaturas rastejantes como a serpente (bhujanga).
A pressão sutil da postura de yoga, mantida estática por pouco tempo, restabelece o nível correto de secreção dos hormônios, resultando em equilíbrio emocional e, consequentemente, em saúde física e mental.
A prática dos ásanas traz estabilidade, saúde e leveza ao corpo. Uma posição estável e agradável produz o equilíbrio mental e evita a dispersão. Os ásanas não são meros exercícios de ginástica, são posturas. Desenvolveram-se ao longo dos séculos de modo a exercitar cada músculo, nervo e glândula do corpo. Garantem um físico harmonioso, forte e elástico mantendo-o livre de doenças. Reduzem a fadiga e acalmam os nervos. Mas sua real importância está na maneira pela qual treinam e disciplinam a mente.

Um comentário:

coisas de frozina disse...

Que texto maravilhoso e útil!