14 de fev de 2010

Quando o trânsito nos ajuda


Carnaval. Vim para Atibaia, interior de São Paulo. Já conhecendo os recorrentes congestionamentos na rodovia Fernão Dias, resolvi passar o sábado em São Paulo e saí de casa as seis da tarde, para fugir do trânsito. Imaginem qual não foi a minha surpresa quando, depois de poucos quilômetros de estrada, dei de cara com uma infinita fila de carros, praticamente parados! Ligo o rádio para saber o que acontece e a noticia não é das melhores: rodovia em péssimo estado por um longo trecho, por conta do excesso de veículos. E eu lá, sozinha, no meio de sei lá quantas centenas de veículos, sem ter pra onde ir nem voltar. Imediatamente já começo a pensar que não há mais solução, o negocio é não sair de casa. Tento me distrair com a música mas é motivo pra perceber que preciso renovar meu repertório. Milhares de coisas passam pela minha cabeça, do passado, do presente, do futuro. E o tempo não passa, e os carros andando a 10 km por hora. De repente, me caiu uma ficha: O que eu posso fazer aqui, sozinha, no meio do nada, sem nada para fazer? Meditar!! "Vou aproveitar o meu tempo da melhor forma, sem me estressar com o que não há solução", pensei. E foi, sem dúvida, a melhor coisa que eu podia ter feito. Enquanto dirigia praticamente no ponto morto, observava o meu corpo, e me desapegava dos meus pensamentos. Sentia todas as sensações presentes em mim, desde a direção que vibrava nas minhas mãos, meus pés se movendo, até o calor, a energia que circulava pelo meu corpo, a fome que foi surgindo... ao mesmo tempo, tinha a atenção absoluta no carro à minha frente, atrás, dos lados... No pôr do sol que foi acontecendo durante o trajeto... O trânsito deixou de me incomodar e o tempo passou mais rápido, uma viagem que deveria durar uma hora durou duas horas e meia sem nenhum estresse, nenhuma raiva, nenhum nada. Simplesmente eu e o agora. Cheguei tranquila e descansada.


Namaste!!

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