12 de abr de 2010

Pranayamas



Por Bia Cattoni


Prana = Energia; "O alento de Deus"; energia que permeia todo o universo; energia física, mental, intelectual, sexual, espiritual e cósmica. Todas as energias físicas (calor, luz, gravidade, magnetismo, eletricidade)
Respiração é apenas uma de suas manifestações. "Quando morremos o nosso alento individual se dissolve no alento cósmico" (BKS Iyengar – Luz na Vida)
Ayama = distenção, extensão, expansão, regulação, contenção e controle
Pranayama = Prolongamento e restrição da respiração; extensão e expansão da energia vital


A prática de asanas (posturas) ajuda o praticante (sadhaka) a adquirir aptidão para a prática do pranayama.
Por meio do asana, os circuitos do corpo ganham força e estabilidade para resistir ao aumento da corrente provocada pela prática do pranayama.


"Se você de repente triplicasse a força da corrente elétrica que circula por sua casa, nem por isso a chaleira ferveria três vezes mais rápido que o habitual e as luzes triplicariam de intensidade. Você sabe que isso queimaria imediatamente todos os circuitos e não restaria nada. Por que seria diferente com o nosso corpo! Por essa razão Patanjali claramente dizia que é preciso haver uma transição entre a prática de asanas e a de pranayama. Por meio dos asanas, os circuitos do corpo ganham força e estabilidade para resistir ao aumento da corrente provocada pela prática do pranayama" (BKS Iyengar – Luz na Vida)


A principal importância da técnica do pranayama é a relação entre prana e mente.
Prana é o elo que liga a matéria e a energia por um lado e a consciência e a mente por outro. A consciência não pode afetar a matéria a não ser através do prana. A manipulação das correntes pranicas é utilizada para controle de citta-vrttis ("flutuações mentais"). Pranayama é a preparação da mente para dhãranã (6ºpasso do yoga – concentração) , dhyãna (7ºpasso do yoga – meditação) e samãdhi (8º passo do yoga – iluminação)*.


O verdadeiro pranayama ocorre quando se executa kumbhaka. Um domínio completo da inspiração (puraka) e da expiração(rechaka) é essencial antes de se fazer qualquer tentativa de aprender antara kumbhaka (retenção após a inspiração). Bahya kumbhaka (retenção após a expiração) não deve ser tentada até que antara kumbhaka se torne natural.


O segundo fator é o lugar onde o pranayama é praticado. Deve ser praticado em lugar limpo e arejado, livre de insetos. Deve ser praticado com regularidade na mesma hora e local e na mesma postura. A variação só é permissível quanto ao tipo de pranayama.


O terceiro fator é o tempo. Como o ruído gera inquietação, pratique nas horas calmas. O melhor horário para a prática é de manhã (de preferência antes do nascer do sol). De acordo como o Hatha-yoga Pradipika, o pranayama deve ser praticado quatro vezes por dia. Isso dificilmente seria possível, com a vida agitada de hoje. Recomenda-se sua prática pelo menos quinze minutos por dia.


Curiosidade:
A taxa respiratória normal é de 15 inspirações e expirações por minuto. Esta taxa aumenta, quando o corpo é perturbado por indigestão, febre, resfriado, tosse, ou emoções como medo, raiva ou desejo sexual. A taxa normal de respiração é de 21.600 inspirações e expirações a cada 24 horas. O iogue mede sua vida não pelo número de dias, mas de respirações. Como a capacidade respiratória é ampliada pela prática de pranayama, ele alcança uma maior longevidade. (BKS Iyengar – Luz do Yoga)



Um comentário:

Lurdinha disse...

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