30 de jun de 2009


Apesar da pausa, recebi esse selinho da Adriana, do blog Bem Bom, e não podia deixar de colocá-lo aqui e agradecer a Adriana pelo carinho!!! Obrigada!!!

Quem ganha o selinho deve:

-Fazer a referência ao selo e publicá-lo;
- Divulgar as regras;
- Partilhar cinco coisas que gostamos de fazer;
- Indicar 10 blogs a quem se envia o selo;
- Informar cada um dos blogs.

Aqui está:

Cinco coisas que eu gosto de fazer (só cinco???):

-praticar ásanas, pranayamas e meditação
-dar aulas de yoga!!!!
-ir ao cinema
-comer fora (de preferencia em restaurantes vegetarianos!!)
-tocar piano

Alguns blogs (não conheço 10...):
-Bem Bom (talvez eu não possa mandar o selinho de volta, mas como não tenho tantos blogs para indicar, vou me dar o direito!)
- Tudo de Om
-Coisas de frozina
-Prato de Papel
-Cantinho Vegetariano
-Cinema na mesa
-Hoje que tal?
.
Namaste!!!








29 de jun de 2009

Pausa para reflexão


O blog "Algo sobre yoga" está agora oficialmente de férias por tempo indeterminado.

Ando um pouco insatisfeita com ele, e em respeito ás pessoas que o acessam, vou fazer uma pausa para pensar em que posso fazer para melhorá-lo. Tudo na vida passa constantemente por transformações, e o blog tem tomado um rumo próprio que não é exatamente o que eu buscava. Percebi então que ele deve passar por uma transformação um pouco maior e mais consciente.

Apesar de esse post estar um tanto enigmático (não há outra maneira no momento, por isso a pausa!), aceito sugestões para o novo "algo sobre yoga" que virá logo mais!!

Continuarei respondendo aos comentários ou aos emails que os leitores me mandarem, certo?

Boa prática a todos!

namaste!!

23 de jun de 2009

Para refletir e praticar...

Essa semana escutei essa frase, que me chamou muito a atenção por ser tão simples, profunda e verdadeira:

"Você é um ser único e especial...

...Assim como todos os outros."

Namaste!

2 de jun de 2009

Pessoas aflitas

"As aflições são um determinado padrão de perturbação da consciência humana, tão universais e presentes quanto mosquinhas em maçãs frescas."

Não resisti em colocar essa frase do Iyengar, a forma como ele começa seu capítulo sobre os Klesas (aflições) no livro "Luz na vida". Porque , para começar a falar sobre esse tema, queria primeiro desmistificá-lo. Sim, todos passamos por isso, constantemente. E isso não é um defeito, mas um padrão natural. Agora, vamos ao assunto:

Os Klesas são as aflições da mente humana, que manifestamos através pensamentos, reações ou padrões de comportamento. Estão presentes de diversas formas, em menor ou maior proporção, no decorrer de nossa vida, e são grandes obstáculos pois nos fazem agir de maneira repetitiva e egóica e, claramente, nos levam ao sofrimento. São eles: avidya (ignorância), asmita (orgulho), raga (apego), dvesa(aversão) e abhinivesa (medo da morte).

O primeiro, Avidya, é o precursor de todos os outros. Ignorância no sentido de ignorar a verdade, ou ignorar o que é permanente e o que é efêmero. Por conta da ignorância, sentimos orgulho de tudo que é nosso. MEU. Minha ideia, minha maneira de pensar, meus filhos, meus amigos, meus bens materiais... EU sou assim, eu tenho essa maneira de agir... É o segundo klesa, asmita. A tradução para asmita é "identidade do eu". Porém, esse eu, na verdade, é o ego, e não e nosso eu mais profundo, A Ignorância nos faz confundir os dois e dar para o eu egóico uma importância extrema, uma maneira de nos protegermos do resto do mundo. "Eu sou mais eu", ou eu sou mais bonito, mais inteligente, mais (!!!) evoluído espiritualmente...

E com esse grande apego à nossa pessoa, chegamos ao terceiro klesa, Raga, que podemos chamar de apego, ou desejo. Minha ideia inicial era escrever somente sobre essa aflição, então vou me focar nela por mais tempo. Nos apegamos a tudo que o nosso orgulho e a nossa ignorância afirmam ser nosso: carros, roupas, livros, marido, namorado, amigos, familia... E isso significa que temos um grande medo de perdê-los. Nos apegamos também a ideias e sensações. Por ideais e em busca de sensações de poder, ou por medo de perdê-los, aconteceram tantas guerras no mundo. Acontecem tantas guerras todos os dias, dentro de nós. Por apego à quem somos, ou o que acreditamos ser. Se tivessemos realmente claro em nossa mente que tudo é efêmero, não teríamos tanto medo de perder entes queridos, por exemplo, pois saberíamos que a única coisa que não morre é a alma. Mas o apego está presente em situações muito mais cotidianas. Para os praticantes de hatha yoga, por exemplo, podemos nos apegar à uma sensação boa que conquistamos durante um ásana. "Hoje eu vou fazer um sirshasana incrível como o da semana passada. Foi delicioso, fiquei imóvel por cinco minutos, e era capaz de sentir cada pedaço de pele, totalmente presente". Pronto, é o apego falando mais alto. Você não está presente, e seguramente o ásana hoje não será o mesmo. Bem, a verdade é que nunca é. O problema é que o apego por experiências passadas gera frustrações e sofrimento. Eu mesma, quando escrevi há uns meses sobre a iluminação, assumi que sou completamente apegada a determinadas sensações.

O quarto klesa é um irmão bem próximo do apego, mas com características opostas: é a aversão, ou dvesa. Raga diz: "Eu quero isso, eu não quero perder aquilo". Dvesa diz: "Mantenha isso bem longe de mim!!" "Não quero sentir isso, não quero ter que passar por essa situação, detesto esse lugar, odeio aquela pessoa!!!" Mas uma vez, é a ignorância falando mais alto. Afinal, se somos todos a mesma essência, não deveríamos odiar um ao outro. Se sabemos que o ego é algo superficial, porque ficar tão ofendido com uma ideia oposta à nossa?Se sabemos que estamos em constante transformação e aprendizado, porque ter aversão à sentimentos como rejeição, solidão, derrota? Somente a aversão ao sentimento de rejeição já daria tema pra um texto inteiro, e já falei sobre isso algumas vezes por aqui.

Por fim, ó quinto e último klesa é abhinivesa, ou medo da morte. Da mesma forma que a ignorância é a mãe de todos os klesas, o medo da morte é o filho caçula, que foi criado a partir de todos os outros. Nossa identificação com o nosso ego, nosso apego à ele e nossa aversão ao desconhecido faz com que tenhamos medo de morrer. Tudo isso, porque ignoramos o que é verdadeiro.

Nesse mesmo texto, Iyengar sugere a meditação (dhyana) como a maneira de trabalharmos as nossa aflições. Aquietar a mente faz com que tenhamos uma visão mais clara da realidade. E para chegar lá, passamos por todas as outras etapas no caminho do yoga: yamas, nyamas, ásanas, pranayamas, pratyahara, dharana... É um longo caminho... Quem topa embarcar nele?

Namaste!