28 de set de 2009

Café com leite

Por Fabiana Acosta Antunes


Alguns acontecimentos colocam em cena pra nós a verdade por trás do nosso aparente entendimento das coisas... Como praticante de yoga (virginiana) há um ano e tendo recém-começado o curso de formação para professores de yoga, eis que passo por uma microcirurgia no antebraço direito e (no auge da prática diária de asanas) escuto da médica: “Você não vai poder alongar o braço por pelo menos 15 dias”. Eu: “E nem usá-lo como apoio, né?” (penso imediatamente na minha querida sirsasana, que tanto me amedronta e por quem eu tenho muito respeito). Ela: “Não, de jeito nenhum!”. Ok. Saio do consultório pensando nas posturas que posso fazer, penso nos pranayamas e na chance de poder meditar mais. Ok. Mas no fundo a sensação é de perda: “Puxa! Logo agora que tinha melhorado virabhadrasana II?!”

Ah! Então quer dizer que é tudo mentira que eu “sei” que praticar yoga não é somente praticar asanas?! Então quer dizer que estou praticando como se estivesse numa maratona, querendo bater algum recorde?! Pois é. A princípio me senti sendo café com leite sim, mas agora, 12 dias depois (ainda não completaram os 15 dias), tenho praticado restauradoras com mais vigor e menos pretensão. Hoje fiz a seguinte sequência:

Tadasana (postura da montanha) (2 minutos de permanência)
Urdhva Hastasana em Tadasana (postura da montanha com braços acima da cabeça) (2 minutos de permanência)
Supta Baddha Konasana com almofadão em baixo das costas (Postura Reclinada em Ângulo Fechado (3 minutos de permanência)
Niralamba Halasana com joelhos apoiados num banco (5 minutos de permanência)
Paschimottanasana com almofadão para apoiar a cabeça (5 minutos de permanência)
Upavista Konasana (2 minutos de permanência)
Baddhakonasana (5 minutos de permanência)
Savasana (10 minutos de permanência)

PS: Aceita-se sugestões de outras sequências!
Foto: BKS Iyengar em Baddha Konasana

27 de set de 2009

Ásanas para gestantes

Por Bia Cattoni



TRIKONASANA (figura 1)

Alivia a dor nas costas, melhora o alongamento da coluna como um todo, tonifica a região pélvica. Após o 5º, 6º mês é indicado que a gestante pratique perto de uma parede, utilizando um bloco ou uma cadeira.


BALASANA OU YOGA MUDRA EM VIRASANA (figura 2)

Alonga a coluna como um todo, alivia a dor nas costas quando a gestação já está avançada. Relaxa as pernas e melhora a abertura pélvica.



24 de set de 2009

Praticar ásanas e praticar yoga

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Por Mariana Akamine

É muito comum pessoas que não conhecem yoga acharem que praticar yoga é praticar ásanas. Muita gente que pratica também pensa assim. Isso porque os ásanas são a parte do yoga que chegou mais fortemente ao ocidente. E não foi à toa. O homem ocidental, cheio de vícios e problemas cotidianos, precisava de uma maneira prática e eficiente para conseguir melhorar sua saúde e acalmar sua mente. Se falarmos para alguém que nunca fez nenhum tipo de prática mais holística, nunca meditou na vida, para que ela se sente e medite, ela não conseguirá ficar nem 5 minutos. Primeiro, porque o corpo vai doer. Segundo, porque sua mente não pára, e ela está totalmente dominada por ela. Agora, se ela começar praticando àsanas, vai aos poucos conseguindo colocar a sua atenção em cada parte do corpo e no corpo como um todo, vai ganhando uma maior percepção e consciência de si mesma, e com tempo, vai conseguir um corpo menos tamásico (inerte), uma mente menos rajásica (movimentada), e chegará ao estado de sattva (equilibrio). Nesse momento, aquela pessoa estressada que você conheceu meses atrás será capaz de, sozinha, sentir vontade de sentar-se e meditar. Será capaz de agir com mais calma e tranquilidade na hora de tomar decisões, e se tornará uma praticante de yamas e nyamas não só durante a aula de yoga, mas no seu dia-a-dia. Será capaz até, de repente, de falar em um caminho espiritual.

Definitivamente, yoga não é o mesmo que ásanas. Esses são só uma parte, dentro de um universo enorme. Mas são uma parte extremamente importante, na minha opinião. São uma forma prática e eficiente de autoconhecimento, que leva à harmonia, pureza, contentamento, dedicação, disciplina, superação dos limites... e consequentemente, como disse Patanjali , ao controle, contenção, ou desapego, das flutuações da mente.

Se uma pessoa começa a praticar yoga somente como um exercício fisico, certamente estará usando uma parte muito pequena de um universo gigante. Mas isso não significa que devemos criticá-la, é possivel que com o tempo de prática, esse universo se abra para ela. E se simplesmente a rejeitarmos por suas ideias iniciais, não estaremos impedindo que muitas possibilidades se abram no futuro?

Namaste!!

16 de set de 2009

Yoga para gestantes




Por Bia Cattoni



O objetivo nas aulas para gestantes é preparar a futura mãe física e psicologicamente para que ela tenha uma gravidez plena e saudável e consequentemente um parto feliz e sem dor. Dissociar a idéia de dor ao parto que deve ser um momento único de celebração da vida.
Utilizando as técnicas de Yoga como os asanas (posturas), pranayamas (exercícios respiratórios), mantras, a gestante se prepara, adquire confiança e a tranqüilidade necessária para vivenciar essa etapa de plenitude e luz.

São inúmeros os benefícios:
· Melhora a elasticidade e tônus muscular de todo corpo, braços, pernas, região pélvica, que são tão importantes para gestante.
· Alivia os gases e prisão de ventre
· Melhora a circulação sanguinea, aliviando a dor nas pernas
· Maior consciência corporal
· Previne a dor nas costas, especialmente na região lombar.
· Trás uma sensação de paz e equilíbrio.

Então se você está grávida aproveite: consulte seu médico, procure um professor experiente e boa prática e um parto feliz!!!!!

15 de set de 2009

10 de set de 2009

Abaixo a reclamação!!!!!


Por Mariana Akamine


Hoje uma aluna minha finalmente conseguiu ir a aula de yoga, depois de dois dias (terça e quinta passadas) de chuva intensa que a impediu de sair de casa. Em vez de chegar feliz, por enfim poder fazer aula, chegou reclamando, brava, por ter perdido as anteriores. É uma tendência geral. Sempre estamos inclinados a ver as coisas pelo ângulo ruim. É como uma reação inconsciente que temos, sempre: reclamar virou algo normal, cotidiano e automático. É algo para se pensar, não acham? Por que reclamamos tanto? Reclamamos quando faz calor, reclamamos quando faz frio, reclamamos quando chove. Reclamamos quando temos que trabalhar, e também quando não temos trabalho. Reclamamos quando temos muito o que fazer no fim de semana, mas não fazer nada também não pode! A verdade é que já estamos programados a reclamar. E com isso estamos sempre insatisfeitos, e consequentemente, infelizes.

Outro dia ouvi de uma pessoa que ela fez o seguinte combinado com uma amiga: Elas ficariam uma semana inteira sem reclamar de absolutamente nada. O resultado? Nem meia hora elas conseguiram! Mas a experiência valeu para elas perceberem o quanto estavam rabugentas. Porque, pelo menos no primeiro dia, cada vez que elas reclamavam de algo, acendia uma luzinha vermelha na mente delas que dizia: "ops! de novo!!"

Mas bem, voltando a minha aluna de hoje, quando eu disse à ela que deveria ficar contente por ter conseguido chegar, ela me falou: "Poliana, é ?". Minha resposta foi: " Poliana, não, praticante de yoga! Isso é santosha (contentamento)." Santosha é um dos cinco nyamas do astanga yoga de Patanjali. Segundo os yoga sutras, faz parte do caminho do yoga praticar o contentamento. Ele é fundamental para que se possa manter uma mente harmônica, estável. É o início do caminho do yoga. Sem ele, não chegamos a lugar nenhum. A prática de ásanas, pranayamas e meditação nos leva a esse estado de santosha. Mas, por outro lado, de nada serve se não tomamos consciência de que devemos, durante a prática, cultivar o contentamento. Durante a permanência em um ásana, por exemplo, podemos reclamar das dores, desconfortos e do tempo que "esse louco desse professor quer que a gente fique", ou podemos usar esse tempo e esse desconforto para conhecermos melhor o nosso corpo e a nós mesmos. É tudo uma questão de ponto de vista.

Então aqui vai o meu desafio: Vamos experimentar ficar um dia inteirinho, 24 horas, sem reclamar de nada? Nada, nadinha: nem do trânsito, nem do barulho, nem de nada! Quem fizer a experiência me conta depois como foi. Eu vou começar agora.

Namaste!

Utthita Parsvakonasana

por Bia Cattoni


UTTHITA – alongado, estendido
PARSVA – lado
KONA – ângulo

Benefícios: Melhora a capacidade pulmonar, tonifica os músculos do coração, tonifica tornozelos, joelhos e coxas, reduz a gordura da cintura e dos quadris.

Cuidados: hipertensos devem evitar esse asana; pessoas com espondilose cervical não devem virar o pescoço nem olhar para cima.

Fontes:

Posturas Principais B.K.S. Iyengar – Editora Cores e Letras

A Luz da Yoga – B.K.S. Iyengar – Editora Cultrix

1 de set de 2009