22 de dez de 2008

feliz 2009!!!




Lokha samastha sukino bhavantu


Que todos os seres do mundo sejam felizes.


Namaste!

12 de dez de 2008

ardha chandrasana




Parabéns, Guruji!!!




No próximo domingo, 14 de dezembro, BKS Iyengar (o criador do método que estudo, pratico e ensino) completa noventa anos. Como contei para os meus alunos nessa semana, essa pessoa é a prova viva do poder do yoga. Nasceu extremamente fraco devido a uma epidemia de gripe, e passou toda sua infancia doente. Muitos acreditavam que ele não sobreviveria por muito tempo. Por uma feliz coincidencia (ou destino!) aos 16 anos começou a praticar yoga com o intuito de melhorar sua saude, e desde o início o fez com grande dedicação e disciplina. E hoje, se alguém que o conheceu quando criança ainda está vivo, deve estar de queixo caído!! Aquela criança fraquinha e doente está fazendo noventa anos e é um dos grandes mestres de yoga vivos.

Todo o meu apreço, admiração e dedicação a esse grande mestre!

Parabéns, Guruji!

Namaste!

29 de out de 2008

Ahimsa


Há muito tempo sugeri uma pesquisa sobre não violência nesse blog. Uma amiga me mandou um texto lindo, acabei fazendo minhas as palavras dela e esqueci o tópico. Acho que já deu pra perceber que não sou de escrever muito, não gosto de escrever por escrever, a idéia precisa vir e eu preciso gostar do texto, sabe? Enfim, depois de meses a idéia veio. Tá aqui:


Já falei um pouco nesse blog sobre Patanjali. Patanjali foi uma pessoa (como com todos esses autores antigos, isso nunca é uma certeza) que escreveu um texto importantíssimo para a história do yoga e, principalmente, para que o yoga exista como ele existe até hoje. O nome do texto é "Yoga Sutras" e acredita-se que foi escrito entre 300 e 500 a.C. Até hoje é um dos textos mais estudados, por isso digo que provavelmente, se não fosse pelos Yoga Sutras, o yoga não seria praticado hoje dessa forma.


Nesse texto, Patanjali fala sobre os oito passos do yoga (astanga yoga). Muita gente acredita hoje, principalmente por conta da "moda" do yoga no ocidente, que yoga são somente asanas, ou talvez asanas e pranayamas. Mas esses são apenas o terceiro e quarto passos do yoga, segundo Patanjali. Antes de chegar aos asanas, existem os yamas e os nyamas, que dizem respeito a como agir não só dentro da prática de asanas, mas em todos os momentos do dia, tanto em respeito ao outro quanto à você mesmo. O primeiro yama, ou seja, o primeiro passo entre todos, é AHIMSA, que significa NÃO- VIOLÊNCIA.


Não violência, nesse caso, é um pouco mais amplo que "não a guerra" ou "não matar". Estamos falando de não violência em todos os sentidos, em todos os momentos da vida. A Laís escreveu um texto com toda essa amplitude por isso o publiquei. Quem tiver interesse em lê-lo, está aqui:


http://algosobreyoga.blogspot.com/2008/03/faz-muito-tempo-que-no-escrevo-tenho.html


Comer algo que você sabe que não te faz bem é uma forma de violência contra seu corpo. Se estressar demais, se preocupando com tudo o que aparece na sua frente também. Cultivar pensamentos negativos, não cuidar de si mesmo, brigar no trânsito, se atrasar sem necessidade, não dormir bem, neglicenciar aos que estão a sua volta, enfim, são muitos os exemplos.


Vou me focar agora em um aspecto específico, que é ahimsa durante a prática de asanas. Como podemos nos violentar durante a prática de asanas?


A primeira resposta que me vem à cabeça é a mais obvia: Se praticamos sem a atenção necessária, podemos nos machucar seriamente. Por isso a concentração é tão importante durante a prática. Executar um asana falando ou pensando em outros temas, sem a atenção total no seu corpo e no momento presente pode levar a serias lesões. Ir muito além do limite do seu corpo também é violentar a si mesmo. Mas, do mesmo jeito, quem não se esforça para ampliar seus limites, ficando sempre na postura cômoda, não evolui, não vai a lugar nenhum. E isso é uma forte forma de violência consigo.


Iyengar dá um bom exemplo de ahimsa em "A árvore do yoga". Ele diz que se executamos melhor um asana para o lado esquerdo, por exemplo, e por isso ficamos muito mais tempo desse lado que do outro, desequilibramos todo o nosso corpo tanto físico como energético, e assim, nos violentamos.


E todos esses exemplos podem ser levados aos dia a dia. Mas isso, vou deixar para a reflexão de cada um.


Namaste!

5 de out de 2008

escolha o que vc quer ver

Tenho ido bastante ao cinema, o que me deixa feliz pois sempre fui muito cinéfila, e nos últimos tempos esse lado andava meio apagadinho... Hoje fui ver "Ensaio sobre a cegueira", gostei muito. Já tinha gostado muito do livro quando o li, anos atrás, e o filme, na minha opinião, não decepcionou em nada. Aliás, os três últimos filmes que fui ver eram brasileiros, e estamos em uma época muito boa para isso. Aproveitem para prestigiar o cinema brasileiro!!!!

Ok, chega de propaganda! É que as vezes o meu lado atriz ainda escapa e tenho que fazer um discursinho a favor da nossa arte! eheheh! Mas a verdade é que o fato de estar indo bastante ao cinema me fez ter vontade de escrever sobre isso. E me lembrei de uma frase do livro " luz na vida", de BKS Iyengar, onde ele diz que você deve escolher o que quer ver na televisão, no cinema, etc, pois são essas as escolhas que você tras para a sua vida. Explico: se escolhemos ver somente filmes violentos, trazemos essa energia de violência conosco. Não significa que vamos viver o que foi vivido no filme (e por favor, isso não é nenhum protesto contra esses filmes, acho que tudo é válido desde que seja feito com boas intenções), mas aquela tensão, aquele medo, aquela raiva que sentimos durante o filme são realmente sentidas por nós, não é ficção. E não são energias boas. Se nos acostumamos a ver sempre filmes que nos trazem essas sensações, nos acostumamos com elas, e elas passam a fazer parte de nós, também no dia a dia, mesmo que de forma mais sutil.

Já faz um tempo que decidi não ver mais filmes de guerra, por melhores que eles sejam. Não me fazem bem. Filmes muito violentos também não. Mesmo que o filme ganhe todos os oscars, ursos de ouro e o que mais seja, e que esteja com vinte estrelinhas em todos os jornais. Não me fazem bem, não quero, muito obrigada. Devem ser beneficos para outras pessoas, não para mim. Não significa que só vejo filmes água com açúcar. E, repito, não quero dizer que devemos ser alienados ao que acontece no mundo, mas não devemos alimentar essas energias. O que vi hoje por exemplo de água com açúcar não tem nada. Mas é algo pessoal, sei o que faz e o não faz bem pra mim. No caso de ensaio sobre a cegueira na minha opinião é um filme que fala muito mais de força, de dedicação e de sentimentos humanos do que de como o mundo é cruel, como já ouvi algumas pessoas falando. Então, pra mim, é uma história que me deixa muito mais com vontade de viver do que qualquer outra coisa. Mas como já falei, é pessoal.

A arte tem inúmeras funções. Mas a mais forte delas é a de tocar o seu público de alguma forma. Pra mim, só quero os filmes que me toquem de forma positiva, que me façam querer viver e fazer algo pelo mundo. Filmes que me deixam deprimida eu dispenso.

Para acabarmos com a violência no mundo, precisamos tirá-la primeiro da nossa mente. E escolher o que vemos pode ser um bom começo.

Namaste!

17 de set de 2008

As posturas invertidas e o medo





Eu bem sei o que é ter medo das invertidas. Sempre fui uma pessoa que tem medo (de posturas mais desafiadoras e de outras coisas tambem), mas não deixa de fazer. Por conta disso nunca deixei de fazer as invertidas, mas demorei anos, por exemplo, para sair da parede no sirshasana (invertida sobre a cabeça, a primeira foto). Quando saí da parede, ficava 10 segundos e já descia. Aí comecei a praticar Iyengar, e me pediam para ficar minutos na postura. O que fiz? Voltei para a parede!! Até que resolvi praticar e praticar em casa para poder ter mais segurança nas aulas, e deu super certo. Hoje em dia eu consigo já ficar um bom tempo na postura, e com conforto. Adoro o sirshasana!!É uma das posturas que mais me faz sentir bem, me sinto revigorada, relaxada e energizada ao mesmo tempo!! Não é a toa que ela é chamada de "rei dos ásanas".

Aí, então, depois que o medo do sirshasana foi embora, encontrei outro desafio: a parada de mão (adho mukha vrkshasana, terceira foto). Sempre tive uma imensa dificuldade para entrar na parada de mão. Me sentia ridícula pulando, pulando sem conseguir levar os pés para a parede. Aquilo para mim me parecia impossível! Apesar de nunca ter deixado de tentar, sabia que era o medo que me impedia de realmente levar os pés para cima. Mesma coisa: resolvi praticar e praticar e de repente, tudo me pareceu mais simples. Quando consegui entrar na postura, meu novo desafio foi permanecer mais tempo nela. Ainda estou nele. Já consigo ficar um tempinho, mas sei que posso conseguir muito mais. Mas ainda não saí da parede. E fazer o adhomukha vrkshasana fora da parede me parece ainda um desafio grande.

São muitas as sensações geradas durante uma postura invertida. Além do medo óbvio de cair, a idéia de "ver o mundo por outro ângulo", para alguns, pode parecer bem assustador. A maioria das vezes isso não é consciente, mas é muito, muito frequente.

Mas exatamente por ter esse histórico, e entender muito bem esse medo, procuro incentivar muito os meus alunos a não tê-lo. Não quero que eles, como eu, demorem anos para sair da parede no sirshasana. E procuro sempre encorajá-los, além de dar o máximo de ações e explicações possivel sobre o ásana para que o aluno se sinta mais seguro. É um asana extremamente benéfico, e realmente a sensação quando alguem consegue executá-lo bem é das melhores já sentidas!!

Sempre é bom lembrar das contra indicações: Não praticar no periodo menstrual, nem pessoas que sofrem de problemas de pressão nos olhos(glaucoma, por exemplo), pressão nos ouvidos e pressão alta. Problemas na coluna também são delicados. O resto, disfrutem!!


Por isso, minha dica é: pratiquem, pratiquem e pratiquem!!! Com determinação e disciplina, e claro, com os devidos cuidados, a recompensas serão as melhores!

Namaste!


11 de set de 2008

Sobre alimentação

É um tema sempre polêmico, por conta do vegetarianismo. Eu sou vegetariana, mas nunca fiz panfletagem para ninguem deixar de comer carne, apesar de não entender como alguém pode colocar um negocio daquele na boca.

Pelo pouco que já li sobre o tema, vejo que não há um concenso dentro do yoga sobre isso.E também não há regras restritas, pois afinal de contas o Yoga é um caminho pessoal, não uma cartilha a ser seguida com "podes e não podes". Gosto do que Iyengar fala sobre o tema: ele diz que se vc pratica yoga somente por uma busca física, não precisa deixar de comer carne. Agora, se prática por uma busca espiritual, não comer carne é importante, pois assim trabalhamos a não violencia (ahimsa) não só com os animais, mas tb com nós mesmos, pois a carne é uma alimento extremamente pesado. Além disso, praticamos a não violencia tb com a natureza, que já foi absurdamente prejudicada pela criação de gado. Mas não quero dizer aqui que quem come carne ne não tem uma busca espiritual (pelo amorrrr de Deus!!). Apenas é uma forma de ver o tema que para mim faz muito sentido.

Conciderando a questão da não- violencia, e da pureza buscada pelo yoga, Iyengar fala que não devemos nem comer demais, nem de menos, mas o necessario para o nosso corpo. Através da prática de yoga criamos uma sensibilidade maior e conseguimos "ouvir melhor" o nosso corpo. Assim, devemos comer o que o corpo está pedindo, e não o que tem uma cara bonita, ou o que a nossa mente acredita que é necessário. Dessa forma, agindo de acordo com o nosso corpo, acredito que transformamos sim a nossa alimentação,diminuindo também outras substancias tóxicas como industrializados, açúcares, gorduras... mas de forma natural, sem nenhuma mudança brusca que só nos fará passar vontade e, de certa forma, agirmos violentamente com nós mesmos. Eu parei de comer carne naturalmente. Já faz 11 anos que não como carne vermelha, e 6 que não como carne nenhuma. Nunca me fez falta. Mas nunca passei vontade. Simplesmente aconteceu, fui parando de comer porque não me sentia bem, porque pra mim isso deixou de ser comida. Já com o açucar, sinto que tenho que ter uma disciplina maior, pois ainda tenho uma certa compulsão por doces. Como sei que doces demais não fazem bem para o meu corpo, tento controlar um pouco mais, mas porque nesse caso sei que a maioria das vezes não é o meu corpo que está pedindo, mas sim a minha mente. Então, com um certo esforço, digo não pra ela. Nem sempre consigo.

Enfim, o importante é estarmos sempre seguindo o nosso caminho, com consciencia mas sem grandes violencias contra nós mesmos, porque isso é a pior coisa que alguem pode fazer. Se a pessoa está interessada em parar de comer carne, mas ainda sente vontade, o que posso aconselhar é a ir parando aos poucos e se informar muito bem sobre os substitutos. Se parar radicalmente e ficar sonhando com um prato de picanha, vai sofrer com isso. Não sei se vale a pena.É como querer tanto fazer um asana dificil na primeira aula, que depois de uma lesão grave, a pessoa nunca mais quer ouvir falar em yoga. Vale a pena?

Namaste!

13 de ago de 2008

Savasana

O Savasana (pronuncia-se: "shavasana") é a postura de relaxamento, feita normalmente no final da aula, deitado de barriga para cima, pernas soltas e braços ao longo do corpo. Na minha opinião, é uma das posturas mais difíceis do hatha yoga. Algumas pessoas tem a mente tão rajásica (agitada, trabalhando o tempo todo) que a simples ideia de ficar alguns minutos deitado, sem se mexer, sem falar e sem ouvir nada é aterrorizante. Outras simplesmente amam esse momento, porque é a hora do descanso. Mas não percebem que enquanto o corpo está lá, deitado, a mente está a mil, e a realidade é que a pessoa não tem a menor consciencia do que está fazendo, está simplesmente deitado. Mesmo para as pessoas que entendem a função do savasana, "chegar lá" não é nada facil.

Me explico: Savasana significa, em sânscrito, postura do cadaver. A principio isso pode soar estranho, mas pra mim há uma ideia linda. É a ideia de que, durante esses minutos, o que morre é o ego. O savasana é o momento de entrega absoluta. Relaxamos completamente o nosso corpo, relaxamos a nossa mente e com isso, por alguns minutos, deixamos de ser a personalidade, a mulher, o homem, o profissional, a pessoa feliz ou a pessoa triste, deixamos nossas aflições e nossos prazeres de lado, e somos somente um corpo descansando. Ah, agora vocês hão de concordar comigo que isso está longe de ser simplesmente "a hora do descanso", não? Não, não é fácil. E assim como as posturas em pé, extensões de coluna e invertidas, é necessário muita prática para se chegar minimamente lá.

Por isso sempre dou savasana nas minhas aulas, e sempre que possível procuro deixá-los por um bom tempo nessa postura. Sei que não são todos os professores que pensam assim. Mas para mim é importante. É muito dificil, em 5 minutos, a pessoa conseguir relaxar completamente o corpo. Quanto mais a mente, e por aí vamos. E acho importante que o praticante tenha essa consciencia de que o savasana não é simplesmente a hora de descansar o corpo. É a hora de descansar sim, mas um descanso realmente profundo, e para isso é necessario consciencia, e entrega.

Hoje em dia, é muito comum dormirmos durante uma noite inteira, e ainda assim não descansarmos. Dizem que se você praticar savasana todos os dias, com consciencia, seu corpo estará muito mais descansado que com horas de sono. Por isso, uma dica: Não desperdisse esse momento. Aproveite o savasana em sua aula de yoga para experimentar a entrega e o descanso profundo. Não se trata de não pensar em nada, mas simplesmente não se apegar a nenhum pensamento, não deixar que nenhum pensamento domine você, estando consciente do que acontece com seu corpo e com sua mente.

Dessa idéia de dissolução do ego durante todo o savasana posso dizer com toda sinceridade que estou ainda anos luz de distancia. Mas já consigo ficar um pequeno tempo sem ser dominada pela mente, e digo que a sensação é deliciosa!

Namaste!

8 de ago de 2008

materia Prana Yoga

Hoje estava pronta para desligar o computador, quando resolvi dar uma "passadinha" pelo site da Prana Yoga Journal. Logo na capa havia uma reportagem que me chamou atenção: " Minha primeira aula de Iyengar". Claro que resolvi ler, qualquer coisa que aparece sobre Iyengar me interessa. Mas imaginem vocês a minha surpresa, quando notei que essa aula, que a jornalista descreve, era a minha!!

Para quem quiser ler, aqui está o site: www.yogajournal.com.br

O titulo da reportagem é o que está acima.

Namaste!!!

30 de jul de 2008

Disciplina e flexibilidade




Gostei muito dessa historia, que li no livro Comer, Rezar, Amar (falo sobre ele no texto abaixo). É uma fabula indiana. Vou colocá-lo aqui, da forma como a autora escreveu:

"Durante horas por dia, o santo e seus seguidores meditavam sobre Deus. O único problema era que o santo tinha um gato jovem, uma criatura irritante, que costumava atravessar o templo miando, ronronando e incomodando todo mundo durante a meditação. Então o santo, com toda sua sabedoria prática, ordenou que o gato fosse amarrado a um poste do lado de fora durante algumas horas por dia , apenas enquanto durasse a meditação, para não incomodar ninguém. Isso se tornou um hábito - amarrar o gato no poste, e em seguida, meditar sobre Deus - mas, com o passar dos anos, o hábito se consolidou, transformando-se em um ritual religioso. Ninguém conseguia meditar a menos que o gato fosse amarrado ao poste primeiro. Então, um dia, o gato morreu. Os discípulos do santo entraram em pânico. Foi uma enorme crise religiosa - como poderiam meditar agora sem um gato para amarrar no poste? Como conseguiriam alcançar Deus? Em suas mentes, o gato tornara-se o meio.
...
A Flexibilidade é tão essencial para a divindade quanto a disciplina."

Elizabeth Gilbert - Comer, Rezar, Amar

Namaste!

Comer, Rezar, Amar

É o livro que estou lendo agora. Não é exatamente um livro sobre yoga, mas fala muito de yoga e de uma maneira bem bacana. Está entre os livros mais vendidos no mundo todo.

É o relato verídico de uma escritora de Nova York que depois de passar por um momento bem dificil em sua vida, resolve passar um ano viajando. Primeiro vai a Italia onde aprenderá italiano e desfrutará do prazer da comida italiana (nossa, como ela come!!!). Em seguida vai para a India, onde viverá em um ashram praticando yoga e meditação e procurando por Deus. E por último vai a Bali, onde buscará pelo equilibrio entre o prazer e a vida cotidiana, e a devoção.

O livro é delicioso de ler. Estou na terceira parte, ela acabou de chegar em Bali. A autora escreve de um jeito muito gostoso, e eu particularmente me identifiquei muito com ela. Tem uma história engraçada sobre isso: Quando comecei a ler o livro, devorei as primeiras páginas. Lia, me deliciava e imaginava todas as cenas descritas por ela. Imaginava Liz, a autora e personagem, morena, de cabelo liso, comprimento medio. E podia vê-la perfeitamente. Até que, lá pela página oitenta, resolvi fazer uma pausa na leitura e fui dar uma olhada na contra-capa, que ainda não tinha visto. De repente, lá estava a foto de liz: Completamente loira, cabelos encaracolados e olhos claros!!! Juro pra vocês que fiquei uns cinco minutos absolutamente atônita, olhando para aquela foto e pensando: "Não pode ser! Ela é morena, eu tenho certeza!" Depois de um tempo caiu a minha ficha: Eu havia me identificado tando com o que lia, que imaginava Liz exatamente como eu sou!

No meu caso, temos realmente muito em comum, praticamos yoga, temos essa busca pelo divino dentro de nós independente de religião, somos comilonas (atenção: eu não comeria nem metade do que ela comeu lá na italia, viu? que isso fique claro!!!), entre muitas outras características. Mas conheço outras pessoas que também leram o livro e tem vidas completamente diferentes da minha, mas também gostaram muito. Ainda estou em dúvida se é um livro para homens. Acho que depende do homem. Mas com certeza a maioria das mulheres vai adorar. Se é alguem que entrou nesse blog por interesse pelo yoga então... Vá fundo e delicie-se!!!

Namaste!

atualizações por e-mail

Para receber atualizações do blog por e-mail, mandar um e-mail para mariyoga8@gmail.com, demonstrando esse interesse.

Namaste!!

19 de jul de 2008


Parsvakonasana

sou um bebê


Já falei isso para algumas pessoas. Sou um bebê. Engatinhando. Ainda tenho um mundo inteiro pela frente, ainda tenho que aprender a ficar em pé sozinha, depois vou começar a andar, correr... Ainda é muito pouco o que sei. E vai continuar sendo pouco, daqui a 20 anos.

É assim que me sinto com o yoga: um bebê. E adoro isso! É maravilhoso poder olhar pra frente e ver um caminho imenso que ainda tenho que percorrer. Porque a vontade que tenho de percorrê-lo é enorme. E porque mesmo quando tiver 80 anos, e assim 60 anos de prática de yoga, talvez já tenha deixado de ser um bebê, mas não serei mais que uma criança, em plena fase de aprendizado. Para alguns talvez isso seja desanimador, nos dias de imediatismo em que vivemos. Mas eu acredito que quando deixamos de aprender, perdemos nossa razão de existir. Estamos sempre aprendendo, em todas as áreas da vida, mesmo que isso não seja consciente. No caso do yoga, é totalmente consciente. É um mundo extremamente antigo e misterioso que vamos descobrindo aos poucos, e acredito serem poucos na historia da humanidade os que chegaram a um ponto onde já se soubesse quase tudo.

Sou um bebê porque ainda sei muito pouco, e ainda tenho a vida inteira para aprender. Uma vez falei isso para uma amiga e ela disse: Bom, então se vc que é professora, pratica frequentemente e faz os ásanas que vc faz, é um bebê engatinhando, o que eu sou? Respondi: um bebê que ainda não aprendeu a engatinhar. A resposta veio rapida, e só depois parei pra pensar nela. Mas é verdade. Algo eu já aprendi. Mas a minha distancia da idade adulta é praticamente a mesma que a dela. A única diferença é que já aprendi algo antes, e por isso posso ensiná-la.

Namastê!




12 de jul de 2008

site do Arun

Se alguem tiver curiosidade de conhecê-lo melhor, aqui está:

www.yogashraya.org


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8 de jul de 2008

Arun

No último fim de semana, participei de um workshop com um grande mestre indiano, Arun, discipulo direto de BKS Iyengar. As experiencias, as sensações e os aprendizados foram muitos. Posso escrever varios textos aqui sobre isso. Para começar, fazer aula com um indiano é algo bem diferente. Foram dois dias de prática profunda, mas ao mesmo tempo leve. A impressão que tive foi que a disciplina, a compreensão do yoga como filosofia de vida e principalmente a devoção nos indianos é algo que já faz parte de forma mais natural, mas simples. Nós precisamos buscar isso, com perceverança, pois é algo que está distante da gente. E com isso muitas vezes adquirimos uma rigidez na nossa prática que nesse fim de semana se mostrou desnecessária. Praticar com constancia, com disciplina, é estremamente importante. Isso Patanjali já dizia há milhares de anos. Mas muitas vezes confundimos discipina com rigidez, e isso pode inclusive nos prejudicar, fisica e psicologicamente. Arun pratica com o coração, e isso ficou claro durante o workshop, enquanto explicava cada asana com detalhes, mas deixando claro que cada corpo tem necessidades diferentes, quando contava as muitas historias que tivemos o prazer de ouvir e quando nos explicava o porque de cada coisa.

Logo no inicio do sábado, começamos como habitualmente, cantando o om. E logo ouvimos: vcs cantam muito alto! Estão cantando pra fora e deveriam cantar para dentro, para o coração. Cantamos novamente , então de forma mais suave, com o foco no coração, e que diferença! A energia era outra, o prazer era outro. Esse é só um exemplo pequeno de tudo que vivemos durante todo o fim de semana. Foi extremamente enriquecedor. Recomendo para todos, se ele ou qualquer outro como ele voltar nos próximos anos.

Namaste!

2 de jun de 2008

para refletir...

Uma frase que ouvi há alguns anos e nunca me esqueci. Sei que é de um pensador indiano, mas não sei quem é. Se alguem souber, por favor me diga:

" Se o problema tem solução, não tem porque se preocupar. Se o problema não tem solução, então também não tem porque se preocupar."

Namaste!

27 de mai de 2008

Breve dicionario de sânscrito


Atendendo ao pedido de uma aluna, para entendermos melhor os nomes dos ásanas:

Yoga: união
asana: postura
utthita: estendido
urdva: para cima
adho: para baixo
supta: deitado
Pada: pé

hasta: mão
janur: joelho

sirsha: cabeça
Mukha: rosto
ardha: metade
chandra: lua
Parsva: lado
Svana: cachorro
Tada: montanha
trikona: triangulo
Vrksha: árvore
ushtra: camelo
kona: ângulo

Assim, já podemos juntar o quebra-cabeça e entender alguns nomes de asanas:

Adho mukha svanasana : postura do cachorro com o rosto para baixo
Ardha chandrasana: postura da meia lua
vrkshasana: postura da arvore
Parsvakonasana: postura no ângulo lateral
Urdva hastasana: postura das mãos para cima
Supta urdva hastasana: postura das mãos para cima deitado
Janu sirshasana: postura da cabeça no joelho

E por aí vamos... Dúvidas ou sugestões, escrevam!!

Namaste!



13 de mai de 2008

O que estou lendo

"Luz na Vida", ultimo livro de BKS Iyengar. Ainda não cheguei na metade do livro, mas com certeza já posso recomendar! O livro é delicioso de ler, a leitura é simples e acredito que agradará tanto aos iniciantes como aos mais experientes.

Alguns trechinhos pra darem água na boca:

"A verdade é que, embora o corpo nasça, viva e morra, só por intermédio dele você poderá ter um vislumbre do divino."

"Quando o ásana é feito corretamente, os movimentos do corpo são suaves; há luz no corpo e liberdade na mente. ... Pense em si mesmo como alguém gracioso e em expansão, por mais improvável que isso pareça no momento."

Namaste!

Blog do yogue

É o blog do meu professor, Sandro Bosco. Tá bem legal, vale a pena !! E ao contrario desta que vos fala, ele escreve quase todos os dias! eheheh!

http://blogdoyogue.blog.uol.com.br/


Namaste!

4 de mai de 2008

Trikonasana


Uthita trikonasana, com o sol e o verde de Presidente Prudente - SP. Natureza inspiradora!!

Experimentar (vontade de dividir com os outros um bom momento pessoal...)

Outra hora me peguei pensando no que tinha o yoga de tão fascinante pra mim. Além de todas as coisas sobre as quais já falei nesse blog, cheguei a conclusão que, no meu caso e nesse momento, o melhor de tudo é que tenho tido a possibilidade de viver, na prática, o que já conhecia a muito tempo, mas só na teoria. No seu livro " a arvore do yoga" Iyengar fala da importancia da experiencia pessoal, e do quão perigoso pode ser o professor de yoga "papagaio", que só repete o que ouve ou lê, sem confirmar na sua propria experiência, no seu proprio corpo. Na verdade acho que isso se extende pra tudo, não só para a sala de aula de yoga. Todos nós conhecemos aquelas pessoas (e em muitos momentos nós somos essas pessoas) que podem explicar teorias e teorias super fundamentadas sobre os mais variados temas, mas pouco tem de experiência de vida nessas questões. O que eu tenho a dizer é que quando conseguimos viver e confirmar essas coisas com a nossa prática, e com a nossa vida, a sensação é maravilhosa.

Isso tem acontecido comigo em vários aspectos: Na prática diária de yoga, quando por exemplo você sabe que aquele ásana faz bem pra um problema corporal especifico, quando aquele problema aparece pra você é a hora de "testar" a teoria, e então ela se comprova; ou em questões maiores, de dia-dia, de vida, de energia. Quando percebemos que a maneira de agir no cotidiano influencia em tudo na sua vida: trabalho, saude, relacionamentos... quando olhamos pra trás e vemos que de alguma maneira já conseguimos evoluir um pouquinho, na nossa maneira de agir, de sentir, pensar. E pra mim é claro que a minha relação com o yoga, como praticante, tem tudo a ver com tudo que tem acontecido na minha vida. As coisas tem fluido de maneira incrivelmente boa, até nos momentos dificeis. Minha maneira de ver e encarar as coisas mudou. E com isso, além do sofrimento ser muito menor, os bons resultados chegam muito mais rápido. Muitas vezes de forma inesperada. E só posso agradecer ao universo pelo yoga fazer parte da minha vida!

Namastê!

10 de abr de 2008

Namaste

Mas o que quer dizer, afinal, esse tal de namaste que vc coloca sempre no final dos textos?

Algumas pessoas já me fizeram essa pergunta. Peço desculpas por demorar tanto pra explicar.

Minhas alunas já conhecem o significado (talvez algumas tenham esquecido...!!!), porque sempre terminamos a aula com essa saudação. Em geral as aulas de yoga são terminadas assim. Mas varias pessoas que acessam o blog não são praticantes de yoga, então é importante explicar:

Namaste (dizemos "namastê") significa, em sânscrito, "a luz divina dentro de mim, saúda a luz divina dentro de ti". Como falar em Deus ou divino pode, muitas vezes, gerar desconfortos em algumas pessoas e claro que cada um tem direito de acreditar no que quiser, prefiro traduzir da seguinte maneira:

O que há de melhor em mim, saúda o que há de melhor em você.

Se cada um buscar sempre oferecer o que há de melhor dentro de si para os outros, podemos construir um mundo bem melhor, não acham? Ou pelo menos o meio em que vivemos...

Namaste!!!!

Presença

Sempre que ouvimos falar sobre yoga, nos vêm palavras como flexibilidade, tranqüilidade, relaxamento, saúde, equilíbrio... Outras vezes, em praticas mais exigentes fisicamente, falamos sobre força, resistência... Mas há um componente essencial no yoga que não é tão comentado, a meu ver o mais importante: a presença. Fazer yoga é, acima de tudo, estar presente. E é daí que vem a saúde, o equilíbrio, o relaxamento, e até a força e a flexibilidade. Isso tudo é conseqüência de um corpo consciente, presente.

Quando estamos em um ásana, o que é mais importante? Qual é a distancia que chegamos com as pernas na cabeça, ou o quanto estamos com nossa atenção totalmente voltada para o nosso corpo, sentindo o alongamento, o trabalho nos músculos e o movimento que existe internamente? Não há duvidas que a segunda opção é mais interessante. Sem consciência, podemos chamar as posturas de alongamento, de ginástica, de contorcionismo ou de qualquer outra coisa, mas não de yoga. Yoga é presença. É atenção.

Patanjali, em seus yoga sutras (um dos textos mais importantes do yoga, escrito a mais de 2000 anos), diz, logo no inicio: YOGASCITTA VRTTI NIRODHAH. Uma das traduções possíveis para essa frase é “Yoga é a restrição das flutuações da mente”. Ou seja: Durante a prática de yoga, procuramos não divagar tanto com os nossos pensamentos, mas focar nossa atenção no momento presente, observando e sentindo o efeito de cada ásana, seja o mais simples ou o mais avançado.

Quando pensamos dessa maneira, pouco importa se o colega ao lado chega com a mão mais perto do pé que você, ou se fica mais tempo em equilíbrio. Cada corpo é um corpo, com sua estrutura e seu histórico. O importante é a busca que se faz com a prática de yoga. O resto, como já disse, é conseqüência.Virá, mais cedo ou mais tarde.


Namaste!

10 de mar de 2008

Não Violência - texto 1

Faz muito tempo que não escrevo, tenho tentado arranjar tempo, mas tá dificil... ando numa fase meio anti-computador. Então quando sobra um tempo, tenho preferido pegar um livro.

Mas fiquei contente com as várias respostas que recebi sobre "Não- Violência". Todas foram super bem vindas e estão guardadas para o texto que ainda vou escrever. Mas uma foi especial, uma amiga querida escreveu um texto lindo, na minha opinião, bem yogui. Pedi pra ela e estou colocando o texto na integra. Aproveitem!!

Namaste!


"Resumindo, não violência para mim é uma forma de praticar a felicidade.

Complicando ou explicando: Não violência é quando eu entro em contato e confio na plenitude e perfeição da minha natureza. Porque neste instante só há paz em mim e eu paro de temer e sentir "faltas"; neste instante eu paro de atacar o mundo ao meu redor para me defender porque eu não tenho do que me defender; neste instante eu devolvo a minha paz em qualquer interação porque é só ela que eu tenho a oferecer. E a paz interior é algo com um poder incrível de transformação do nosso ambiente. A paz atrai a paz, gera a paz e a multiplica e isso é a não violência. Não violência é sempre oferecer o amor na confiança paciente desta geração e multiplicação e não oferecer a violência (medo, raíva,desconfiança) na certeza que ela se perpetuará. Não violência é o poder interior que todos tem para transformar a realidade. É também um despertador para me lembrar de quem eu sou e me orientar como agir, quando me pego muito fora de mim irritada, nervosa ou sei lá. Pode parecer mais fácil aderir à não violencia quando alguém te fecha no trânsito - vc segura o seu impeto raivoso e seus palavrões mantendo a sua paz-, do que mantê-la quando alguém querido mente para você. Não tem importância. A gente pode começar pelas coisas que a gente considera pequenas porque elas permearão a nossa atitude até um dia a gente conseguir aplicar nas coisas que consideramos grandes e nos sentirmos mais felizes. "

Lais Fajersztajn

29 de jan de 2008


O que é "não-violência" para você?

Responda para me ajudar com o próximo texto!

Você pode responder no comentário do blog ou por e-mail: mariyoga8@gmail.com

Obrigada!

26 de jan de 2008

Ásana: sarvangasana






Salamba Sarvangasana (invertida sobre os ombros) é considerada a mãe das ásanas. Entre seus benefícios, age sobre as glandulas tireoide e paratireoide, melhorando seu funcionamento, traz alivio para pessoas que sofrem de falta de ar, asma, bronquite e problemas de garganta, pois o sangue arterial circula pelo queixo e peito. Acalma os nervos, estimula os rins e acalma a mente. Ajuda a quem tem TPM e problemas digestivos. Além disso, é altamente revigorante. Por outro lado, quem sofre de pressão alta não pode fazer esse ásana, assim como mulheres no periodo menstrual e quem tiver problemas no ombro e no pescoço.


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Informações retiradas dos livros "Yoga e saude para a mulher" de Linda Sparrowe, e "A luz do Yoga" de BKS Iyengar.


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ATENÇÃO!!!!! Me pediram para falar de ásanas no blog e o estou fazendo para para dar exemplos, não para dar aulas de yoga pela internet. Não tente fazer nenhuma postura em casa se você nunca praticou com um professor preparado para isso! Algo que trás tantos beneficios pode ser também altamente prejudicial se não for bem orientado, pois afinal de contas estamos trabalhando com o nosso corpo físico, e lesões sérias podem acontecer se vc não tiver cuidado.


Namastê!!!

14 de jan de 2008

União

Em alguns dos comentarios que recebi, algumas pessoas disseram não saber ainda exatamente o que é yoga. Vamos então começar do começo:

A palavra yoga significa, na sua tradução mais objetiva, união. União do corpo, da mente e do espírito. Nós, ocidentais dos dias de hoje, aprendemos a ver tudo de forma fragmentada. Se temos um problema na perna, vamos ao médico de perna. Se dói o estômago, vamos ao médico do estômago. E é raro ver uma comunicação entre as diversas partes. O Yoga, assim como a maioria das filosofias orientais (pra não dizer todas por falta de conhecimento, mas nunca ouvi falar de nenhuma que não fosse assim), acredita que temos que ver nosso corpo de maneira holistica, ou seja, como um todo. E dizer o corpo todo não quer dizer somente o corpo físico, mas também a mente e o espírito.

Através das posturas de yoga, que chamamos ásanas, trabalhamos para criar harmonia no nosso corpo. Deixamos ele forte e saudável, não só por fortalecer e alongar músculos, mas também por deixar nosso corpo energético mais harmônico, cuidando assim também do nosso lado psicológico. Esse é um exemplo que já dei muitas vezes: Quando estamos mal, tristes por alguma razão, e reação normal do nosso corpo é se fechar, deixando ombros caídos e fechando o peito. Quando estamos nervosos ou tensos por algum motivo, geralmente levamos essa tensão para o corpo, deixando ombros e pescoço duros e doloridos. Pois, se nosso corpo reage ás nossas emoções, podemos tambem fazer o contrário, e assim as posturas de yoga fazem com que nos sintamos melhor, consigamos acalmar a mente e nos abrir para o mundo. O mesmo acontece quando aprendemos a controlar a respiração. Se quando estamos ansiosos a respiração reage ficando mais rápida e curta, se aprendemos a controlá-la conseguimos também a diminuir a ansiedade. E por aí vamos com uma infinidade de exemplos.

Assim, com a prática de yoga conseguimos nos voltar para nós mesmos. Começamos de forma mais superficial, simplesmente conhecendo partes do nosso corpo que não percebíamos antes, e descobrindo sua enorme capacidade. Depois disso, entramos mais profundamente, conhecendo nosso corpo por dentro, quando, durante a prática, nos focamos completamente no presente deixando qualquer outra questão de lado.

B.K.S Iyengar, em seu livro "A Arvore do yoga", diz:

"Noventa por cento da humanidade sofre de algum modo física, mental ou espiritualmente. A ciencia do Yoga ajuda-nos a manter o corpo como se fosse um templo, para que fique tão limpo quanto a alma. O corpo é indolente, a mente é vibrante e a alma é luminosa.Os exercicios de yoga desenvolvem o corpo até o nivel da mente vibrante, para que corpo e mente, tendo ambos se tornado vibrantes, sejam atraídos pela luz da alma."

Então: Yoga é alongamento? Não! Mas através das posturas de yoga alongamos o corpo, ficando assim mais flexíveis tambem para a vida.Yoga é ginastica? Não!!!! Mas é um trabalho corporal, que dependendo da prática pode ser intenso, fortalecendo músculos e nos tornando pessoas mais fortes. Yoga é meditação? Também, mas não é só isso. A meditação faz parte do yoga, mas não necessariamente tem que ser aquela meditação clássica em posiçaõ de lótus. Quando conseguimos ficar totalmente presentes em uma postura, estamos também em estado de meditação.O que é yoga? É tudo isso junto, unido.União!!E muito mais se falamos sobre levar o yoga para o dia a dia. Mas isso fica para os próximos textos.

Namaste!

Obrigada!!

Quero agradecer muito a todas as pessoas que comentaram o blog, por e-mail, no blog mesmo, ou até pessoalmente. Recebi um carinho muito grande e fiquei muito contente!! Vou tentar postar um texto por semana, mais ou menos. Essa semana eu demorei um pouco porque ainda estou me adaptando a essa vida de "blogueira"... Mas prometo que tentarei ser mais frequente! E peço que as pessoas comentem, façam perguntas, sugestões... Pra que esse possa ser mesmo um espaço de troca, tá bom?

Muito obrigada!!!

Namaste!

13 de jan de 2008

Sugestões de livros

Sugestões de livros sobre yoga e outros:

-A Arvore do yoga – BKS Iyengar
-A luz do Yoga – BKS Iyengar
-A Tradição do Yoga – Georg Feuerstein
-O livro de Yoga e Saúde para a Mulher – Linda Sparrowe
-O Poder do Agora –Eckhart Tolle
-Praticando o Poder do Agora (versão sucinta e prática do anterior) - Eckhart Tolle
-Bhagavad Gita

7 de jan de 2008

atualizações por e-mail

Algumas pessoas me disseram que gostariam de receber as atualizações do blog por e-mail. Eu, que não sei nada de computador e internet nem havia pensado nisso, e achei uma ótima ideia! Então:

Para receber atualizações do blog por e-mail, mandar um e-mail para mariyoga8@gmail.com, demonstrando esse interesse.

Namaste!!

4 de jan de 2008

Por que yoga?

Por que Yoga? Por que ela me ensinou e me ensina, todos os dias, que é da união do corpo, da mente e do espírito que chegamos a evolução. Evolução? Uma palavra talvez um pouco pesada, mas é isso, e é simples, muito mais simples do que parece. Através da prática de yoga, nos sentimos bem, criamos um corpo forte e ficamos menos doentes, ganhamos calma e tranqüilidade para enfrentar o dia-a-dia e conseguimos ver o mundo de forma mais simples. Nos voltamos para dentro e nos conhecemos melhor, para a partir daí podermos modificar o que for necessário. E isso para mim é evolução. É a transformação interior, para depois quem sabe pensar em uma transformação exterior.

Vivemos em um mundo de individualismo e jogos de poder, criando competição, intolerância, violência, stress e infelicidade. E paralelamente, a cada dia mais pessoas procuram práticas milenares e terapias alternativas para tentar encontrar uma solução para problemas físicos e psicológicos. O Yoga é um deles. E é mais que bem vindo na sociedade em que vivemos, pois tudo anda tão externo, é tão importante a imagem, o poder, o outro, que muitas vezes esquecemos que existimos dentro de nós. Voltar-se para si é fundamental, é vital. E é por isso que muita gente cura doenças através da prática constante de yoga. Porque, as vezes é a primeira vez que essa pessoa voltou-se verdadeiramente para si. E porque pela primeira vez ela criou um contato verdadeiro com seu corpo, com um corpo que ela não conhecia, pois esteve a vida toda sufocado dentro de roupas, sapatos e imagens sociais.

E assim, o yoga está na moda. Sim, está na moda. Que bom!!! Há gente que critica isso, dizendo que a maioria só quer ficar com um corpo bonito. Não concordo. È verdade que existe, e muito, essa intenção, mas se de cada 100 pessoas que procurarem o Yoga com essa finalidade, 5 descobrirem que além disso poderão ter muitos outros mais interessantes benefícios, já estou feliz! E assim, pouco a pouco, vamos transformando o mundo!

Namaste!!

3 de jan de 2008

contato

Para dúvidas, sugestões, criticas, envio de textos e para saber horarios de aulas:

mariyoga8@gmail.com

2 de jan de 2008

Adeus ano velho...


Paripurna navasana, de frente para a piscina, no verão do último dia de 2007, o ano mais yogui da minha vida! Agradeço imensamente ao universo pelo ano que eu tive!!! E feliz 2008 para todos nós!! Que seja um ano de paz!! Namaste!






























Pra começar...

Por que você não faz um site?

Já ouvi isso algumas vezes, quando falava sobre o meu trabalho como professora de yoga, e falava das vantagens, mas também das dificuldades de ser autônoma e de ter que divulgar meu trabalho de alguma maneira. Comecei a pensar no assunto, e o que me pareceu mais interessante foi criar um diario, um lugar onde pudesse escrever sobre experiencias, colocar textos de autores conhecidos, enfim, um lugar onde outras pessoas pudessem, muito mais que ter acesso ao meu trabalho, ter uma pincelada sobre essa pratica milenar maravilhosa, onde sei que estou ainda engatinhando, e estarei ainda por muitos anos.

Pra começar quero dizer que esse blog não tem a pretenção de ser um "site informativo", ou muito menos um divulgador do meu trabalho. Porque yoga é prática. seja a prática fisica, dos ásanas (posturas), ou dos pranayamas (respirações), ou a pratica etica, o pôr em prática no dia a dia o que buscamos na aula. Portanto, pra conhecer yoga é necessario, mais que tudo, fazer yoga, em todos os aspectos que essa expressão pode ter.

Então, porque fazer um blog sobre isso? Na verdade, não tenho absoluta certeza. Mas acho que é para ser mais lugar de troca. Na sala de aula, é raro termos espaço para discutir questões que são super importantes para que possamos colocar o yoga no dia a dia. Questões como a filosofia, as diversas linhas, o que é, afinal, o yoga, a religião, ou simplesmente trocar vivencias e ideias. Decidi abrir esse espaço como uma outra forma de contato e troca com meus alunos, ex- alunos, colegas e interessados em geral.

Então é isso, vamos ver no que dá!!

Namaste!!!!