14 de dez de 2010

Parabéns ao Sr. Iyengar!!!


Hoje faz aniversário BKS Iyengar, um dos nomes mais importantes do yoga atual e, sem nenhum exagero, um dos responsáveis por eu ser a pessoa que sou hoje.

Há alguns anos conheci o seu método e minha relação com o yoga mudou completamente. Passei de uma praticante semanal para uma estudiosa, seguidora, instrutora e praticante diária de ásanas e através deles da yoga como um todo. Mudou minha profissão, meu dia-dia e minha forma de ver e agir no mundo.

Agradeço imensamente ao senhor Iyengar por esse presente que foi dado à minha vida!

Para quem não o conhece esse homem é a prova viva do poder do yoga. Nascido no meio de uma epidemia que afetou a India no início do século XX,  B.K.S Iyengar era uma criança de saúde extremamente frágil e ninguém diria que chegaria à fase adulta. Quando adolescente, o casamento de sua irmã o aproximou de um grande mestre yogue, Krishnamacharya, que o adotou como aluno. A história é longa e dura quase 8 décadas, mas basta dizer que aquele menino sem vida e sem previsão de futuro completa hoje seus 92 anos!!

Parabéns, Guruji!

12 de nov de 2010

‎"Todos recebemos talentos dados por Deus e é nosso dever desenvolvê-los com energia para realizar o potencial que encerra; do contrário, é como se estivéssemos dando as costas para os presentes da vida. Porém, quando realizamos plenamente nosso talentos - por mais diferentes que sejam de um indivíduo para o outro - forma-se o elo que há de nos unir de novo ao divino. "

B.K.S. Iyengar

25 de out de 2010

Nada pessoal!



Ontem, em plena tarde de domingo, vi uma mulher xingar um motorista de ônibus após ser cortada por ele. Ela fazia muitos gestos raivosos com as mãos e gritava bastante. Pra quem via de fora, com os vidros fechados e uma tranquilidade dominical como a que eu estava, a cena ficou até engraçada. Mas por que se deixar dominar por tanta raiva, por um motivo tão pequeno?

BKS Iyengar, no livro "Luz na vida", fala que isso se deve ao fato de levarmos tudo para o lado pessoal. Acreditamos que tudo é com a gente, pra gente, pela gente. Então, quando alguém corta uma pessoa no trânsito, ela logo fica extremamente ofendida: " Como ele pode fazer isso COMIGO?". E a verdade é que seja qual foi o motivo que fez o motorista do ônibus fazer o que fez, seja porque estava distraído, porque era folgado ou porque simplesmente dirige mal, seguramente nada tinha a ver com aquela mulher, e todos aqueles xingamentos não chegaram à ele, só fizeram com que ela ficasse nervosa a estressada um pleno domingo.

Se um aluno deixa de vir às nossas aulas, nossa mente já começa a analisar tudo que podemos ter feito de errado, porque ele parou de frequentar as MINHAS aulas, ele não gosta de MIM, EU devo ter falado algo, ou feito algo. Até pode ser verdade. Se erramos, que sirva para fazermos diferente da próxima vez. Se simplesmente não "bateu o santo", acontece, não podemos agradar a todos. Mas, muito provavelmente, não foi nada disso. Porque essa pessoa tem a vida dela, e milhões de motivos para ter que deixar de vir as aulas, que não tem nada a ver com a gente.

" Por que ele não falou direito comigo?" "Por que ela não me ligou?" "Porque eu não consegui aquele trabalho?".Alguns até chegam ao extremo de levar a questão para o lado espiritual:" Por que Deus está fazendo isso comigo?"

Em todos esses exemplos, o ego coloca minhocas na cabeça, e leva a um sofrimento desnecessário. Gera depressão, brigas, violência, seja em situações pequenas do cotidiano ou em questões maiores da sociedade. E pode ser difícil para nós, seres egóicos, admitirmos, mas verdade é que na maioria dos casos, não é nada pessoal. E quando conseguimos encarar dessa forma, a vida fica bem mais leve e gostosa!

Namaste!

20 de out de 2010

Um novo projeto está nascendo!


O tempo vai passando, e vamos sentindo a necessidade de expandir, de buscar novos horizontes. Depois de 3 felizes anos dando aulas no nosso Espaço Tripé e na escola Yoga Dham, comecei a sentir a necessidade de, além disso, oferecer a prática e a filosofia yogues a quem não viria até mim, seja por falta de tempo, distância, falta de conhecimento ou simples falta de iniciativa. Foi a partir daí que me juntei com minha amiga e também professora de yoga Lua Tatit, e conversando sobre a nossa experiência anterior em empresas de diversos tipos, resolvemos iniciar um novo projeto. Convidamos a todos a entrar na nossa página para conhecê-lo:



C_O_R_P_O - O equilibrio para a sua empresa


Contamos com a ajuda de vocês para divulgá-lo!

Namaste!

27 de set de 2010

Tempo




Ultimamente tenho pensado muito na minha relação com o tempo. Estou numa fase de muitas mudanças na minha vida, em todos os aspectos: profissional, afetivo, mudança de casa... Tudo isso tem me exigido, e muitas vezes me peguei pensando em porque não inventaram um dia com 36 horas! E tem me feito pensar muito nessa coisa tão abstrata chamada tempo. Abstrata e concreta. Porque de fato o tempo passa. E o relógio existe. Mas não há nada mais relativo.

Quando fiz o retiro de meditação Vipassana, no inicio de 2009, uma das minhas maiores observações foi exatamente sobre esse tema: Como era possível fazer tanta coisa em meia hora! O tempo lá simplesmente rendia. Ok, é claro que estávamos num retiro onde o único foco era a meditação, nós em contato conosco, sem trabalho, obrigações, serviços de casa... Mas havia algo além da falta de obrigações, algo muito mais sutil e fundamental: a presença. Lá, estávamos quase todo o tempo presentes. Na hora de comer, comíamos. Na hora de tomar banho, sentíamos cada momento. Na hora de dormir, era só dormir, sem pensar em mais nada. Assim, meia hora de almoço se tornava uma eternidade. Nós temos o hábito de comer conversando, trabalhando, ou pelo menos pensando nas idéias, nos projetos, nas dúvidas, nos medos... Quantas vezes nós simplesmente comemos? Pois lá, no retiro, eu sentia cada sabor do que eu comia. E mastigava cada grão, com prazer e consciência. E quando percebia, não havia passado nem 15 minutos.

Sempre digo e acredito que o grande desafio, e o que eu escolhi pra mim, é praticar yoga em um grande centro urbano como São Paulo, com todos os obstáculos que não só a cidade, mas as pessoas que estão nela nos colocam. Sem dúvida em um retiro de 10 dias no meio do mato a relação com o tempo fica mais fácil. Se você se permite, porque se a cabeça insistir em ficar nos padrões da cidade esses 10 dias podem virar uma verdadeira tortura. Mas porque não tentar fazer o contrário? Porque não tentar ficar um pouquinho mais presente e fazer uma coisa de cada vez, tornando assim a vida doida da cidade um pouco mais sana, e quem sabe, podendo alargar um pouquinho o nosso dia? Difícil? Nem me fale! Mas é um belo projeto de vida!

Namaste!

13 de set de 2010


Ganhei esse selo da Lurdinha, do blog " Poesias caminhos da Vida". Obrigada!!

 Quem ganha o selinho deve indicar 6 blogs. Como não sou tão blogueira vou indicar 5. Aí vai:
Minuto Yoga - http://minutoyoga.blogspot.com/
Yoga e Companhia - http://yogaecompanhia.blogspot.com/

12 de set de 2010

A importância da técnica





Esse tema tem surgido constantemente nas minhas conversas, não sei ao certo por quê. Mas depois de algumas recorrências, resolvi desenvolvê-lo melhor. Já falamos aqui no blog, e muitos dos leitores já devem ter ouvido falar, dos 8 passos do yoga, que Patanjali chama de Astanga yoga (não confundir com a linha de hatha yoga, chamada Astanga vinyasa). São eles: Yamas (condutas éticas), Nyamas ( condutas pessoais) , Asanas( posturas), Pranayamas (trabalho sobre a energia vital através da respiração), Pratyahara ( domínio sobre os sentidos), Dharana ( concentração), Dhyana ( meditação), Samadhi ( iluminação, ou libertação).

Não é um caminho linear. Assim como podemos entrar em um estado de dharana durante uma prática de ásanas, podemos ter vislumbres de samadhi e depois voltar a um estado de total entrega às flutuações da mente. É exatamente sobre isso que gostaria de falar. Patanjali, em seus Yoga Sutras, fala que quando se atinge um estado de samadhi, essa é a hora onde se deve tomar mais cuidado, pois o ego, quase com seu território total perdido, vai fazer de tudo para aparecer com toda força. E é exatamente aí que mora o perigo. Pois quando chegamos aonde queríamos, depois de tannto esforço, o orgulho, a soberba, falam forte. E a queda é bem grande. Existe um jogo chamado Mahalila. É um jogo de tabuleiro que representa o seu caminho dentro do yoga. Começamos de baixo, e por meio de casas, escadas e escorregadores representados por serpentes, subimos e descemos atingindo camadas mais ou menos sutis da nossa consciência. E é exatamente lá em cima, no finalzinho do jogo, onde está a maior queda, que nos leva de volta ao inicio de tudo. Isso acontece o tempo todo em nossas vidas, e por isso, ou para isso, temos a técnica como grande aliada. Pois é ela que nos faz lembrar que ainda somos humanos com egos insistentes, e que o caminho não termina. É ela que nos mantém focados no presente, a técnica, seja qual for. Sempre digo que o asana é um mecanismo muito eficiente. Mas há outros, como a meditação. Quando fiz o retiro de meditação Vipassana, ouvi muitas vezes sobre a importância de manter a técnica. Ficávamos muitas horas por dia sentados em posição de meditação em contato conosco, com nosso corpo. Dessas horas, em alguns momentos conseguíamos realmente acalmar a mente e nos sentíamos totalmente presentes. E era exatamente nesse momento que deveríamos continuar com a técnica de meditação, pois é a hora em que com mais facilidade nos perdemos.

Uma imagem básica e muito eficiente é a daquele homem que depois de anos de meditação, estudos e um árduo trabalho espiritual, finalmente atinge a sua iluminação. Quando isso acontece, a alegria é imensa. Ele se sente feliz e orgulhoso por finalmente ter chegado onde queria, e, pior, superior a todos que estão à sua volta. Finalmente ele se desvinculou do ego! Que genial que ele é! Pronto. A situação não durou mais que um breve tempo de um pensamento e ele voltou para a estaca zero, talvez até abaixo dela.

Já ouvi falar também de pessoas que por serem extremamente sensíveis, não se sentem bem fazendo meditação, por exemplo, porque se perdem em lugares desconhecidos. A técnica ajuda para que essas pessoas permaneçam presentes e conscientes, sem perderem a lado bom de sua sensibilidade.

Por isso uma ajuda externa é sempre bem vinda, pelo menos no inicio. É uma pessoa que vai te dar uma orientação e um apoio, seja numa pratica de ásanas e pranayamas, seja num estudo sobre espiritualidade. Além de que a parceria faz com que vejamos o outro, e isso nos ajuda a sair um pouquinho do nosso eu dominado pelo nosso ego. Cada um pode escolher um caminho. São inúmeros. Mas seja qual for o caminho que você escolher, quando estiver chegando lá longe, lembre-se que a vida é cíclica e não linear, e aproveite a ajuda da técnica!

Namaste!

23 de ago de 2010

Não importa o motivo para não praticar, pratique!


Muitas pessoas dizem não entender como posso ter disciplina para praticar asanas todos os dias. Minha resposta é quase sempre a mesma: no inicio, é necessário, sim, ter bastante determinação. Mas com o tempo, a prática se torna parte de você, algo que faz parte da sua higiene diária, como tomar banho ou escovar os dentes. E então, quando não conseguimos praticar, o corpo pede. A mente pede. E não conseguimos ficar sem. Nos últimos meses tenho vivido uma porção de coisas que tem tomado bastante meu tempo, inclusive para escrever aqui no blog. Coisas que tem mexido bastante também com o lado emocional e feito a minha mente ficar bastante agitada. Nesse tempo, acabei deixando de praticar algumas vezes. E é incrível o impacto que isso tem! Depois de dois ou três dias sem praticar, no meio desse turbilhão de coisas que aconteciam dentro e fora de mim, o corpo estava cansado e as minhocas da minha cabeça estavam tão felizes com o espaço que elas tinham que já estavam dando uma grande festa! Quando eu finalmente ia pra minha sala, fechava a porta e dedicava o tempo que fosse para algumas posturas, era nítido como tudo ficava diferente. A prática de asanas me fazia voltar a mim, a ver as coisas com mais clareza e realidade, o corpo ganhava energia, a resistência aumentava e eu simplesmente parecia outra pessoa. Cheguei então à conclusão que pra uma pessoa como eu, que há alguns anos mantém uma prática diária, essa falta foi necessária para eu perceber o quanto isso era importante.


A verdade é que não existe motivo para não praticar. Se a questão é o tempo, 10 minutos fazem grande diferença se forem 10 minutos exclusivamente dedicados a isso, e não atrasam ninguém. Se a questão é alguma limitação física, o professor sempre será um aliado pra sugerir posturas que ajudem e não atrapalhem. Mas não praticar nunca é a melhor escolha! Ás vezes o cansaço é tão grande que parece que o seu corpo não conseguirá se levantar. Mas se ainda assim você praticar um pouco de tapas e insistir em algumas posturas, invertidas restauradoras, por exemplo, o cansaço diminuirá consideravelmente, talvez até o suficiente para dar vontade de ficar praticando mais um pouquinho.


Então aí chegamos numa palavrinha importante: TAPAS. Tapas é o terceiro Nyama, segundo o astanga yoga de Patanjali. Significa disciplina, austeridade, auto-esforço. E é completamente necessário para que possamos evoluir no yoga, desde os asanas e pranayamas até a hora de levar essa prática para fora do tapetinho, colocando a filosofia como parte do dia. Tudo isso é muito difícil e exige perseverança. Mas atenção: não devemos confundir disciplina com rigidez. Muito pelo contrário, acredito que rigidez e yoga são coisas incompatíveis. Disciplina é necessária e para isso basta entendermos que se passarmos por cima dos tantos obstáculos internos e externos que nos impedem de praticar, as recompensas serão muitas, e por isso não fazê-lo não faz sentido. Rigidez é praticar porque o professor mandou, porque disseram que faz bem então eu me sacrifico pra isso. Isso não é yoga. Talvez caiba num treinamento de exército ou algo assim. Mas os efeitos do yoga, você tem que estar aberto para sentir no seu corpo, na sua vida, e não na sua mente. Essa é a diferença. Quando você sente os efeitos no seu corpo, eles fazem parte de você. Você passa a ser isso. E por isso não consegue mais ficar sem. Pode ser que no início seja mais difícil chegar a esse estagio. Mas é a mesma coisa que nos esforçarmos para passar por cima de um grande mal estar sabendo que depois dos asanas estaremos nos sentindo melhor. Pode ser que sejam necessários alguns meses. Mas uma coisa é certa. Quanto mais praticamos, mais rápido chegamos lá. Por isso precisamos de tapas.


Boa prática para todos nós!


Namastê!

12 de jul de 2010

Sem obstáculos!!

Essa que vos fala em ardha matsyendrasana

Nesse feriado fui pra Ribeirão Preto, interior de São Paulo, na casa de uma amiga querida, também praticante e professora de yoga, a Fabi (http://www.minutoyoga.blogspot.com/).  Sábado de manhã acordamos e fizemos uma caminhada até um parque próximo da sua casa, um parque lindo por sinal, com duas cachoeiras no meio da cidade. Havíamos dormido as 4 da manhã no dia anterior ( sim, somos praticantes de yoga que gostam de uma baladinha de vez em quando e acham perfeitamente possível unir as duas coisas de forma saudável!), por isso acordamos tarde e na hora que chegamos no parque o sol já estava a pino. Mesmo assim, resolvemos estender as nossas esteiras e começamos uma prática de ásanas.

Optamos por flexões e torções. Várias, e com longas permanências. Essas vieram naturalmente: fazia um tempinho que eu não fazia uma prática tão fluida, orgânica e presente!Mas o interessante de tudo isso foi que tudo no momento ia contra a nossa prática. O sol estava realmente forte, por volta de 30 graus, e as duas pitonas sempre foram bem intolerantes ao calor. Havia um montão de gente correndo, jogando bola ou simplesmente passando. E como já falei, havíamos ido dormir tarde, o que sempre me desestabiliza um pouco. Mas estávamos tão presentes, que nada disso nos abalou. E foi uma prática com ásanas fortes, mas tranquila, falávamos, comentávamos, sem nenhuma rigidez. Com direito a sessão de fotinhos no final e tudo. Só quando terminou nos demos conta da qualidade do que havíamos feito!

E então começaram a chegar as conclusões: primeiro, o poder das flexões e torções para esfriar o corpo. E o quanto um ásana bem escolhido pode ser benéfico para as circunstâncias em que nos encontramos. Depois, comecei a refletir sobre o quanto nos colocamos obstáculos o tempo todo. O tempo, o lugar, as pessoas, o corpo, o momento... BKS Iyengar diz, acho que no "Luz na vida", que somos pessoas adaptáveis as meio ambiente em que nos encontramos, mas que nos dias atuais aprendemos a adaptar o ambiente a nós: aquecedores, ar condicionado, etc... O que vivemos no sábado foi nos adaptarmos ao ambiente com a ajuda da prática de ásanas. E de forma leve e descontraída, estivemos totalmente presentes mesmo com todas as distrações. Nenhum obstáculo foi um obstáculo, porque estávamos presentes em nós mesmas!

 Fabisbela em upavista konasana
Boa semana a todos!

Namaste!

8 de jul de 2010

Algumas pequenas considerações...

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Faz muito tempo que não escrevo nesse blog. E, ainda assim, vire e mexe aparece algum seguidor novo. Então, em consideração a essas pessoas que começaram a acessar o "Algo sobre yoga" há pouco tempo, queria dizer que esse blog é assim mesmo! Já tive algumas pausas desde que ele foi criado. A verdade é que gosto de escrever quando me vem a inspiração. Tem um monte de coisas na vida que temos que fazer porque temos, faz parte. Eu, graças a deus, acho que a minha lista de coisas assim é até pequena. Escrever é um prazer, mas para que siga sendo um prazer, as vezes tenho que tirar umas feriazinhas... Então, dou as boas vindas a todos que leem o blog de vez em quando, e que tem paciência de esperar quando a autora aqui tá com pouca vontade de dividir as coisas...

Namaste!!

27 de mai de 2010

Como você se relaciona com o seu presente?


Você realmente está vivendo o seu presente ou o está usando para alcançar o futuro? É uma questão para se pensar, não? Alguns de nós simplesmente ignora o presente e vive lembrando do passado, ou imaginando o futuro. Mas há também quem aprendeu a viver e aceitar o presente, pois essa é a única forma para alcançar os seus objetivos - depois. Sendo assim, o agora não é realmente o que importa.


Na prática de ásanas, isso fica bem claro quando aceitamos os nossos limites porque é o que temos no momento, mas praticamos com o objetivo de alcançar algo além depois de muito tempo de prática. Sim, de fato o tempo nos ajuda a evoluir mais e mais. Mas não devemos praticar com a intenção de "um dia fazer aquela postura como a moça da revista" , mas sim de viver e sentir os nossos limites no exato momento em que eles surgem. A dor, o desconforto ou a limitação nos faz crescer, não só porque aprendemos a superá-los, mas porque nos faz sentir vivos e presentes. E assim, paradoxalmente, a evolução vem mais rápido.


E durante a meditação? Ouvimos o tempo todo frases como:" Medite, porque com o tempo você vai se sentir muito melhor". "Medite, pois você ficará muito menos doente", entre outros. Então, ao refletir sobre esse tema, me veio a seguinte frase: Medite, pois é a melhor coisa que você pode fazer agora. E só.


Experimente fazer o seguinte exercício: da próxima vez que você caminhar, seja pra onde for, tente simplesmente caminhar. sinta os seus passos, o seu corpo. Sem alimentar nenhum pensamento, simplesmente ande. Eu já fiz isso algumas vezes, e é bem dificil. Porque sempre andamos em direção a algo, seja o trabalho, a padaria ou o banheiro, quando damos o primeiro passo, nossa mente já está lá, no ponto de chegada. No futuro.


Isso não quer dizer que você não deve fazer planos.Eles são importantes e saudáveis. Mas a sementinha sendo germinada, a ação de colocar a água, os primeiros brotinhos, deveriam ser tão importantes na nossa vida quanto o vaso cheio de flores. E não há dúvidas que quando cultivamos com amor e paciência, a flor nasce muito mais bonita.  Então, a cada dia, deveríamos nos fazer de novo a mesma pergunta: Como estou me relacionando com o meu presente?



Namaste!

30 de abr de 2010

Para refletir e fazer

" Existe apenas um praticante do mal no planeta: a inconsciência humana. Compreender isso é o caminho para o perdão. Quando perdoamos, nossa identidade de vítima se dissipa e nossa verdadeira força se manifesta - a força da presença. Portanto, em vez de culpar a escuridão, acenda a luz."

Eckhart Tolle

28 de abr de 2010

O SADHANA DO YOGUE

por Bia Cattoni


Sadhana em sânscrito significa realização. É o caminho que o yogue trilha rumo ao seu objetivo principal o YOGA (a união de corpo, mente e espírito); ou rumo ao samadhi o último estágio dos 8 passos do yoga descritos por Patanjali.
Vivemos em um mundo onde nossa atenção, nosso foco está sempre no futuro; no próximo compromisso, no dia seguinte, no mês seguinte, no ano seguinte e assim se passam os dias.
O caminho do yogue é o caminho do presente, da atenção total do que passa a sua volta no momento presente. É o caminho da vigilância de suas ações, de seus pensamentos, sentimentos e atitudes... o futuro é a conseqüência do que plantamos no presente, da consciência presente, do olhar atento ao seu caminho.

Existem vários tipos de sadhana, cada tipo de yoga estipula um sadhana diferente com o mesmo objetivo, o samadhi. O sadhana pode ser trilhado através de pujá, mantras, asanas, Kriyá, etc...O sadhana deve ser iniciado através dos ensinamentos de um guru, que oriente seu aluno(discípulo) com o conhecimento necessário para que ele atinja o seu objetivo.
Palavras do guru:
"As pessoas tem que encontrar a felicidade em medidas moderadas. Tem que encontrar a felicidade nas pequenas coisas. Não há nada grande na vida, mas se você continuar vivendo de um modo feliz com as pequenas coisas, a felicidade acumulada será imensa. E como se coletando gota por gota, você coletasse um oceano inteiro." Osho

21 de abr de 2010

Abra o coração!!!


As extensões de coluna, também conhecidas como retroflexões, ou backbends, são, muitas vezes, motivo de alegria ou desespero dos alunos.Muitos que fazem aula comigo quando percebem que vou dar extensões da aula já dissem: " ih... lá vem!!" .Eu dou risada porque já passei por isso e já pensei o mesmo! Em geral são posturas difíceis, que exigem força, flexibilidade, concentração e muita consciência corporal. Aceleram os batimentos cardíacos e a respiração, o que torna a permanência muito mais desafiadora. Mas são verdadeiros remédios para a alma!!


A explicação para isso é tão simples quanto a postura deveria ser, se não tivéssemos nos modificado tanto no decorrer de nossa vida. Você já viu alguma criança pequena de peito fechado? Ombros pra frente, coluna curvada? Pois é. As crianças são abertas para o mundo. Conforme vamos crescendo, esse mesmo mundo a que viemos tão abertos e disponíveis vai colocando na nossa frente tantos "nãos", dores, medos, tristezas, que depois de um tempo resolvemos que não queremos mais passar por isso. E então, vamos pouco a pouco fechando a portinha das nossas emoções, localizada ali no meio do peito, na região do osso esterno. Mas o problema é que isso não funciona. Porque o próprio ato de fechar o peito causa uma sensação ainda maior de solidão,e por isso nos fechamos ainda mais. Entramos numa bola de neve. Sabe aquela velha sensação de aperto, tão falada em músicas, poesias, etc? Sim, é literal. Fechamos a principal região do corpo onde são processadas nossas emoções. Onde elas entram e saem. E assim, nada entra e nada sai. Ficamos apertados, sem saber o que fazer com aquilo.


Quando praticamos as extensões, nos abrimos novamente para o mundo. Para que muita coisa guardada há tempos possa sair. Por isso já vi, mais de uma vez, pessoas sairem de uma retroflexão chorando desesperadamente. Mas já vi também, e já aconteceu diversas vezes comigo, essas posturas causarem uma sensação de alegria intensa. Uma vez, em uma aula, eu e alguns colegas ficamos tão felizes com a prática de backbends que parecíamos crianças na hora do recreio. Depois, fomos tomar um suco e estávamos tão abertos que começamos a contar coisas bem íntimas um do outro, como se tivessemos tomado a poção da verdade e fosse a hora de colocar tudo pra fora! Hoje, quando lembramos daquele dia, rimos bastante. Mas a verdade é que foi muito benéfico.


São várias as situações do cotidiano que me pedem extensões de coluna na minha prática pessoal: quando estou mais tristinha, elas me deixam mais pra cima. Quando estou cansada, ou com sono, elas me dão energia. São ótimas para o frio, pois além de aquecer o corpo nessa época tendemos a tensionar e fechar muito os ombros. Além de serem extremamente benéficas para a coluna (quando feitas com o alinhamento correto, por isso sempre um professor preparado é bem vindo), para o sistema respiratório, digestivo, entre outros. E não precisam ser sempre tão intensas: o uso de acessórios, por exemplo, pode intensificar bastante uma postura, mas pode também torná-la mais leve e restauradora.


Então, na próxima vez que você fizer retroflexões na sua aula de yoga, lembre-se de quão incríveis eles são, e entregue-se! De coração aberto!!


Namaste!

14 de abr de 2010

Minuto Yoga


Mais um blog de yoga para inspirar o nosso caminho!!
Esse é da minha ex-aluna, amiga e agora colega de profissão, Fabiana Acosta Antunes. Aqui está o primeiro texto do blog. Outros como esse, vocês vão encontrar em
http://www.minutoyoga.blogspot.com/
Bom proveito!!

Quando comecei a praticar yoga buscava, como muitas pessoas, manter meu corpo forte, flexível e saudável. Já na primeira aula percebi que alguma coisa a mais poderia acontecer. Esse "algo a mais" não era levitar, ficar deitada sobre pregos, ou qualquer desses equívocos que às vezes são propagados por aí e relacionados à prática da yoga. Tratava-se simplesmente de uma sensação de tranquilidade vinda (sim!) de um esforço físico, algo bem palpável, que se pode sentir após uma sessão de corrida ou musculação. Mas havia algo mais... como se até ali eu tivesse "me esquecido de respirar", de lembrar que eu respiro, e essa atenção voltada para a respiração - junto ao trabalho muscular - me fizeram ter um sensação diferente: era como se eu ficasse mais perto de mim desse jeito.
Lendo o livro Luz na Vida, de B.K.S. Iyengar, descobri bem mais tarde que na minha primeira aula de yoga estava exercitando a tal da união do meu corpo com a minha mente. Esse livro me apresentou também ao conceito de planos ou invólucros do ser (kosas), que os iogues definem como as camadas da nossa existência:
-Corpo físico (annamaya kosa)
-Corpo energético (pranamaya kosa)
-Corpo mental (manomaya kosa)
-Corpo intelectual (vijnanamaya kosa)
-Corpo espiritual (anandamaya kosa)
Ou seja, essa é uma forma didática de a yoga nos explicar que somos algo além de nossa pele, ossos, músculos e órgãos internos. Esta é nossa parte externa. Praticando as posturas (asanas) de yoga conseguimos entender e disciplinar nossa camada externa e, consequentemente, entrar em contato com as nossas outras camadas. Talvez isso soe abstrato demais... Mas experimente se lembrar disso durante a prática das posturas. Vale a pena!

Fabiana Acosta Antunes

12 de abr de 2010

Pranayamas



Por Bia Cattoni


Prana = Energia; "O alento de Deus"; energia que permeia todo o universo; energia física, mental, intelectual, sexual, espiritual e cósmica. Todas as energias físicas (calor, luz, gravidade, magnetismo, eletricidade)
Respiração é apenas uma de suas manifestações. "Quando morremos o nosso alento individual se dissolve no alento cósmico" (BKS Iyengar – Luz na Vida)
Ayama = distenção, extensão, expansão, regulação, contenção e controle
Pranayama = Prolongamento e restrição da respiração; extensão e expansão da energia vital


A prática de asanas (posturas) ajuda o praticante (sadhaka) a adquirir aptidão para a prática do pranayama.
Por meio do asana, os circuitos do corpo ganham força e estabilidade para resistir ao aumento da corrente provocada pela prática do pranayama.


"Se você de repente triplicasse a força da corrente elétrica que circula por sua casa, nem por isso a chaleira ferveria três vezes mais rápido que o habitual e as luzes triplicariam de intensidade. Você sabe que isso queimaria imediatamente todos os circuitos e não restaria nada. Por que seria diferente com o nosso corpo! Por essa razão Patanjali claramente dizia que é preciso haver uma transição entre a prática de asanas e a de pranayama. Por meio dos asanas, os circuitos do corpo ganham força e estabilidade para resistir ao aumento da corrente provocada pela prática do pranayama" (BKS Iyengar – Luz na Vida)


A principal importância da técnica do pranayama é a relação entre prana e mente.
Prana é o elo que liga a matéria e a energia por um lado e a consciência e a mente por outro. A consciência não pode afetar a matéria a não ser através do prana. A manipulação das correntes pranicas é utilizada para controle de citta-vrttis ("flutuações mentais"). Pranayama é a preparação da mente para dhãranã (6ºpasso do yoga – concentração) , dhyãna (7ºpasso do yoga – meditação) e samãdhi (8º passo do yoga – iluminação)*.


O verdadeiro pranayama ocorre quando se executa kumbhaka. Um domínio completo da inspiração (puraka) e da expiração(rechaka) é essencial antes de se fazer qualquer tentativa de aprender antara kumbhaka (retenção após a inspiração). Bahya kumbhaka (retenção após a expiração) não deve ser tentada até que antara kumbhaka se torne natural.


O segundo fator é o lugar onde o pranayama é praticado. Deve ser praticado em lugar limpo e arejado, livre de insetos. Deve ser praticado com regularidade na mesma hora e local e na mesma postura. A variação só é permissível quanto ao tipo de pranayama.


O terceiro fator é o tempo. Como o ruído gera inquietação, pratique nas horas calmas. O melhor horário para a prática é de manhã (de preferência antes do nascer do sol). De acordo como o Hatha-yoga Pradipika, o pranayama deve ser praticado quatro vezes por dia. Isso dificilmente seria possível, com a vida agitada de hoje. Recomenda-se sua prática pelo menos quinze minutos por dia.


Curiosidade:
A taxa respiratória normal é de 15 inspirações e expirações por minuto. Esta taxa aumenta, quando o corpo é perturbado por indigestão, febre, resfriado, tosse, ou emoções como medo, raiva ou desejo sexual. A taxa normal de respiração é de 21.600 inspirações e expirações a cada 24 horas. O iogue mede sua vida não pelo número de dias, mas de respirações. Como a capacidade respiratória é ampliada pela prática de pranayama, ele alcança uma maior longevidade. (BKS Iyengar – Luz do Yoga)



27 de mar de 2010

Vivendo presente

Falo muito a todos os meus alunos e muitos amigos sobre a importância de viver o presente. É só no presente que podemos deixar de dar importância ao ego. No presente, a mente não tem vez. Ela está sempre voltada ao passado ou ao futuro, seja um passado remoto ou algo que acontecerá dali a 2 minutos. No presente, não há lugar para expectativas , e com isso não há lugar para frustrações.



Hoje de manhã dei uma aula que me fez lembrar muito disso. Sempre preparo as aulas que dou para ter um norte, mas pelos poucos anos de experiencia que tenho como professora de yoga, sei que a aula nunca sai 100% da forma como foi planejada. Muitas vezes já planejei uma aula mais intensa, e vieram muitos alunos iniciantes. Outras, preparei uma aula de invertidas, e metade das mulheres da sala estavam menstruadas. Se não chegamos para a aula abertos o suficiente para o que está diante de nós no presente, ela simplesmente não flui. Ao contrário, quando deixamos que a prática dos alunos nos mostre que caminho tomar, sem perder as rédeas, mas com flexibilidade para mudar a direção de vez em quando, a aula termina com sorrisos nos rostos e uma sensação de plenitude. Isso é viver o presente. Sem apego ao que foi pensado no passado, nem expectativas quanto aos resultados futuros.



E por isso, mais uma vez agradeço ao universo por ter o trabalho que eu tenho, que me permite vivenciar esse tipo de conhecimento.



Namaste!!

17 de mar de 2010

Vida


Tem um baralhinho que eu adoro, acho que se chama "palavra de criança". de vez em quando gosto de tirar uma carta aleatória, e sempre o que vem tem muito a ver com o momento. Gostei tanto do que estava escrito na carta de ontem que resolvi compartilhá-la aqui:


" Vida é que nem um presente embrulhado num papel colorido. Tem gente que guarda o presente pra abrir depois, mas isso é muito sem graça. Legal mesmo é fazer aquela festa, rasgar o papel e abrir o presente... no presente!"


Namaste!

16 de mar de 2010

Dharma Trip


Esse é o novo projeto de uma pessoa muito querida, a professora de yoga Daniela Gonçalves.

Um retiro de yoga, meditação e auto-conhecimento em um lugar privilegiado nas montanhas de São Francisco Xavier (SP). A Dany foi minha professora durante anos e foi uma das grandes influências que tive para me tornar não só professora de yoga, mas a pessoa que sou e que busco ser. Por isso, recomendo de olhos fechados!!

www.dharmatrip.com.br

namaste!!

15 de mar de 2010

Livro


Eckhart Tolle é um autor que já faz parte da minha vida há alguns anos, e por quem tenho grande consideração. Seu " O poder do agora" foi um marco pra mim e já esteve na minha cabeceira algumas vezes. Agora estou lendo seu último livro: "Um novo mundo - o despertar de uma nova consciência". Recomendo!!
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"O conteúdo do ego varia de pessoa para pessoa, no entanto todo ego funciona de acordo com a mesma estrutura. Em outras palavras: os egos diferem apenas na superfície. No fundo, eles são iguais. De que maneira são semelhantes? Eles existem a custa da identificação e da separação. ... para sustentar o pensamento do "eu", o ego precisa de algo oposto, que é o pensamento do "outro"."
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Eckhart Tolle
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Namaste!

2 de mar de 2010

conclusão

Essa noite tive uma série de sonhos intensos e esquisitos, mas com grande significado. E acordei com essa frase na cabeça:

Não existe nada mais interessante, belo e difícil que ser simples.

Namaste!!

14 de fev de 2010

Quando o trânsito nos ajuda


Carnaval. Vim para Atibaia, interior de São Paulo. Já conhecendo os recorrentes congestionamentos na rodovia Fernão Dias, resolvi passar o sábado em São Paulo e saí de casa as seis da tarde, para fugir do trânsito. Imaginem qual não foi a minha surpresa quando, depois de poucos quilômetros de estrada, dei de cara com uma infinita fila de carros, praticamente parados! Ligo o rádio para saber o que acontece e a noticia não é das melhores: rodovia em péssimo estado por um longo trecho, por conta do excesso de veículos. E eu lá, sozinha, no meio de sei lá quantas centenas de veículos, sem ter pra onde ir nem voltar. Imediatamente já começo a pensar que não há mais solução, o negocio é não sair de casa. Tento me distrair com a música mas é motivo pra perceber que preciso renovar meu repertório. Milhares de coisas passam pela minha cabeça, do passado, do presente, do futuro. E o tempo não passa, e os carros andando a 10 km por hora. De repente, me caiu uma ficha: O que eu posso fazer aqui, sozinha, no meio do nada, sem nada para fazer? Meditar!! "Vou aproveitar o meu tempo da melhor forma, sem me estressar com o que não há solução", pensei. E foi, sem dúvida, a melhor coisa que eu podia ter feito. Enquanto dirigia praticamente no ponto morto, observava o meu corpo, e me desapegava dos meus pensamentos. Sentia todas as sensações presentes em mim, desde a direção que vibrava nas minhas mãos, meus pés se movendo, até o calor, a energia que circulava pelo meu corpo, a fome que foi surgindo... ao mesmo tempo, tinha a atenção absoluta no carro à minha frente, atrás, dos lados... No pôr do sol que foi acontecendo durante o trajeto... O trânsito deixou de me incomodar e o tempo passou mais rápido, uma viagem que deveria durar uma hora durou duas horas e meia sem nenhum estresse, nenhuma raiva, nenhum nada. Simplesmente eu e o agora. Cheguei tranquila e descansada.


Namaste!!

31 de jan de 2010

Para inspirar-se...

O guardador de rebanhos

IX


Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.

Alberto Caeiro

29 de jan de 2010

Mais um pouco da India pra gente!

Dessa vez quem vai é a minha amiga Luciana Gomes. Ela embarcou ontem, vai ficar um pouquinho na França e depois vai passar um tempo na India. E teve a ótima ideia de criar um blog pra compartilhar com a gente a sua viagem!!

Desfrutem:

www.yogaecompanhia.blogspot.com

Namaste!

21 de jan de 2010

União

Ontem conversando com uma aluna falamos sobre como o ser humano vê e faz tudo de forma fragmentada. Há a hora de trabalhar, a hora de se divertir, e (vejam só!) a hora de cuidar de sí. "Passo o dia trabalhando, mas, uma hora por dia vou para a academia e cuido de mim". Será que isso não deveria soar estranho para os nossos ouvidos? A mim soa. Mas sei que é um pensamento bem comum. Então, pergunto a essa pessoa: Será que você é mesmo tão pouco importante, a ponto de só merecer uma hora do seu dia?

E por que tem que ser tudo separado? Por que não pode trabalhar se divertindo? Por que não pode cuidar de si enquanto trabalha, ou enquanto se diverte? Não se trata tanto de mudar os seus hábitos, mas de mudar a maneira de ver as coisas. É possível se divertir sim no trabalho, porque há muitas, infinitas maneiras de alguém se divertir. Um pequeno momento na sua rotina, visto com outros olhos, pode fazer você abrir um grande sorriso no meio de tante gente séria, e o sorriso contagia, tornando todo o ambiente mais prazeiroso.

Cuidar de sí não pode ser só num momento especifico. Porque o nosso corpo não funciona assim. nosso corpo, nossa mente e nossa alma não funcionam somente 1 hora por dia. Então como fazer? Largar tudo e passar o dia na aula de yoga? Ou na academia?? Na massagem? Claro que não! Mas talvez observando a sua postura enquanto trabalha em vez de fazer isso só quando o professor de yoga te corrige. Praticando yamas e nyamas, agindo assim de forma ética com você e com os outros. Fazendo o possivel para estragar menos o meio ambiente. e, principalmente, observando a própria mente para sairmos dos padrões de comportamento que tanto nos afetam, e agirmos de forma diferente, aprendendo e nos transformando com os próprios erros.

Deixar de fragmentar tudo na vida, e começar a agir entendendo que nosso corpo, nossa mente e nosso espírito, e tudo isso junto com as pessoas e o ambiente onde vivemos, são uma coisa só. Isso significa agir com coerência.

A prática de yoga nos ajuda nesse caminho. Não é a toa que simplificadamente traduzimos yoga como UNIÃO. Essa é a palavra fundamental para a nossa saúde e a saúde do mundo em que vivemos.

Namaste!

5 de jan de 2010

Pela paz em 2010 e sempre



OM SAHANA VAVATHU / SAHANAU BHUNAKTHU / SAHA VIRYAM KARAVAVAHAI / TEJAS VINAAVADHITAMASTU / MAA VIDVISAAVAHAI / OM SHANTI SHANTI SHANTIH

"Que estejamos protegidos e unidos / Que todos estejamos nutridos e unidos / Que possamos trabalhar juntos, unindo nossas forças pelo bem da humanidade / Que nosso saber seja luminoso e realizador / Que não exista inimizade entre nós // Om que haja paz, paz, paz".

1 de jan de 2010

Feliz 2010!!!!!

Que nesse ano que começa hoje, possamos todos estar mais presentes. Que nossa consciência se amplie cada vez mais, e que possamos sempre estar conectados com o agora, vivenciando e disfrutando das pequenas e grandes felicidades do dia a dia.

E que o mundo todo possa evoluir um pouquinho mais, agindo menos com a mente, e mais com o coração.

Namaste!