15 de jan. de 2009

Virabhadrasana II


Também conhecida como postura do Guerreiro II, essa postura modela e reforça os músculos das pernas , alivia câimbra na panturrilha e nas coxas e dá elasticidade às pernas e músculos das costas, além de tonificar os órgãos abdominais. As posturas em pé são muito importantes para preparar o praticante para asanas mais avançados, pois além de fortalecer, criam equilíbrio e resistência a partir da base do corpo, que são os pés.

Informações tiradas dos livros:


A luz da yoga – BKS Iyengar


A Árvore do yoga – BKS Iyengar


Namaste!!!

29 de out. de 2008

Ahimsa


Há muito tempo sugeri uma pesquisa sobre não violência nesse blog. Uma amiga me mandou um texto lindo, acabei fazendo minhas as palavras dela e esqueci o tópico. Acho que já deu pra perceber que não sou de escrever muito, não gosto de escrever por escrever, a idéia precisa vir e eu preciso gostar do texto, sabe? Enfim, depois de meses a idéia veio. Tá aqui:


Já falei um pouco nesse blog sobre Patanjali. Patanjali foi uma pessoa (como com todos esses autores antigos, isso nunca é uma certeza) que escreveu um texto importantíssimo para a história do yoga e, principalmente, para que o yoga exista como ele existe até hoje. O nome do texto é "Yoga Sutras" e acredita-se que foi escrito entre 300 e 500 a.C. Até hoje é um dos textos mais estudados, por isso digo que provavelmente, se não fosse pelos Yoga Sutras, o yoga não seria praticado hoje dessa forma.


Nesse texto, Patanjali fala sobre os oito passos do yoga (astanga yoga). Muita gente acredita hoje, principalmente por conta da "moda" do yoga no ocidente, que yoga são somente asanas, ou talvez asanas e pranayamas. Mas esses são apenas o terceiro e quarto passos do yoga, segundo Patanjali. Antes de chegar aos asanas, existem os yamas e os nyamas, que dizem respeito a como agir não só dentro da prática de asanas, mas em todos os momentos do dia, tanto em respeito ao outro quanto à você mesmo. O primeiro yama, ou seja, o primeiro passo entre todos, é AHIMSA, que significa NÃO- VIOLÊNCIA.


Não violência, nesse caso, é um pouco mais amplo que "não a guerra" ou "não matar". Estamos falando de não violência em todos os sentidos, em todos os momentos da vida. A Laís escreveu um texto com toda essa amplitude por isso o publiquei. Quem tiver interesse em lê-lo, está aqui:


http://algosobreyoga.blogspot.com/2008/03/faz-muito-tempo-que-no-escrevo-tenho.html


Comer algo que você sabe que não te faz bem é uma forma de violência contra seu corpo. Se estressar demais, se preocupando com tudo o que aparece na sua frente também. Cultivar pensamentos negativos, não cuidar de si mesmo, brigar no trânsito, se atrasar sem necessidade, não dormir bem, neglicenciar aos que estão a sua volta, enfim, são muitos os exemplos.


Vou me focar agora em um aspecto específico, que é ahimsa durante a prática de asanas. Como podemos nos violentar durante a prática de asanas?


A primeira resposta que me vem à cabeça é a mais obvia: Se praticamos sem a atenção necessária, podemos nos machucar seriamente. Por isso a concentração é tão importante durante a prática. Executar um asana falando ou pensando em outros temas, sem a atenção total no seu corpo e no momento presente pode levar a serias lesões. Ir muito além do limite do seu corpo também é violentar a si mesmo. Mas, do mesmo jeito, quem não se esforça para ampliar seus limites, ficando sempre na postura cômoda, não evolui, não vai a lugar nenhum. E isso é uma forte forma de violência consigo.


Iyengar dá um bom exemplo de ahimsa em "A árvore do yoga". Ele diz que se executamos melhor um asana para o lado esquerdo, por exemplo, e por isso ficamos muito mais tempo desse lado que do outro, desequilibramos todo o nosso corpo tanto físico como energético, e assim, nos violentamos.


E todos esses exemplos podem ser levados aos dia a dia. Mas isso, vou deixar para a reflexão de cada um.


Namaste!

17 de set. de 2008

As posturas invertidas e o medo





Eu bem sei o que é ter medo das invertidas. Sempre fui uma pessoa que tem medo (de posturas mais desafiadoras e de outras coisas tambem), mas não deixa de fazer. Por conta disso nunca deixei de fazer as invertidas, mas demorei anos, por exemplo, para sair da parede no sirshasana (invertida sobre a cabeça, a primeira foto). Quando saí da parede, ficava 10 segundos e já descia. Aí comecei a praticar Iyengar, e me pediam para ficar minutos na postura. O que fiz? Voltei para a parede!! Até que resolvi praticar e praticar em casa para poder ter mais segurança nas aulas, e deu super certo. Hoje em dia eu consigo já ficar um bom tempo na postura, e com conforto. Adoro o sirshasana!!É uma das posturas que mais me faz sentir bem, me sinto revigorada, relaxada e energizada ao mesmo tempo!! Não é a toa que ela é chamada de "rei dos ásanas".

Aí, então, depois que o medo do sirshasana foi embora, encontrei outro desafio: a parada de mão (adho mukha vrkshasana, terceira foto). Sempre tive uma imensa dificuldade para entrar na parada de mão. Me sentia ridícula pulando, pulando sem conseguir levar os pés para a parede. Aquilo para mim me parecia impossível! Apesar de nunca ter deixado de tentar, sabia que era o medo que me impedia de realmente levar os pés para cima. Mesma coisa: resolvi praticar e praticar e de repente, tudo me pareceu mais simples. Quando consegui entrar na postura, meu novo desafio foi permanecer mais tempo nela. Ainda estou nele. Já consigo ficar um tempinho, mas sei que posso conseguir muito mais. Mas ainda não saí da parede. E fazer o adhomukha vrkshasana fora da parede me parece ainda um desafio grande.

São muitas as sensações geradas durante uma postura invertida. Além do medo óbvio de cair, a idéia de "ver o mundo por outro ângulo", para alguns, pode parecer bem assustador. A maioria das vezes isso não é consciente, mas é muito, muito frequente.

Mas exatamente por ter esse histórico, e entender muito bem esse medo, procuro incentivar muito os meus alunos a não tê-lo. Não quero que eles, como eu, demorem anos para sair da parede no sirshasana. E procuro sempre encorajá-los, além de dar o máximo de ações e explicações possivel sobre o ásana para que o aluno se sinta mais seguro. É um asana extremamente benéfico, e realmente a sensação quando alguem consegue executá-lo bem é das melhores já sentidas!!

Sempre é bom lembrar das contra indicações: Não praticar no periodo menstrual, nem pessoas que sofrem de problemas de pressão nos olhos(glaucoma, por exemplo), pressão nos ouvidos e pressão alta. Problemas na coluna também são delicados. O resto, disfrutem!!


Por isso, minha dica é: pratiquem, pratiquem e pratiquem!!! Com determinação e disciplina, e claro, com os devidos cuidados, a recompensas serão as melhores!

Namaste!